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Falar que este é o ano dos blockbusters é chover no molhado, afinal todos os anos temos o filme mais caro, mais rentável ou mais premiado da história, a vida é assim, sempre uma busca constante pela grandeza e novos recordes.

Avatar, Sherlock Holmes dividem com Lula – O filho do Brasil os holofotes desse inicio de 2010, o primeiro, assisti, gostei, mas não tenho muito que falar fora o que já foi dito (história batida, produção e efeitos impecáveis e etc). Os outros dois ainda não vi, mas estão na listinha, optei nesse final de semana, pelo pouco alardeado “Bons Costumes” e é dele que vou falar agora.

O filme baseado na peça “Easy Virtue” de Noel Coward tem um enredo simples e relativamente batido: Jovem inglês de família aristocrata decadente casa-se com uma intempestiva e sexy norte-americana no final da década de 20 e ao levá-la para conhecer a família inicia um conflito de valores entre os dois mundos. Gostaria de ter base para conseguir transmitir a complexidade com que se desenvolve o roteiro mas como não tenho me abstenho a falar sobre o que sei; Direção, arte, atuações e figurino.

Na direção está o australiano Stephan Elliott, responsável pelo incrível Priscila – A rainha do deserto. Sensível, extremamente atento à estética, se destaca pelo bom trabalho com os atores, extrai o máximo da protagonista Jéssica Biel (a insossa namorada de Justin Timberlake) que acaba oferecendo uma atuação digna e quem diria, eficiente.

Lembremos que estamos falando de atores ingleses, o que por si só já indica inexpressão, mas nas mãos de Elliott até Colin Firth e a envelhecida Kristin Scott Thomas (outrora musa da beleza no melancólico “ O Paciente Inglês”) se tornam mais interessantes, atenção aos coadjuvantes Kris Marshall como o simpático mordomo Furber e Katherine Parkinson (da hilária série “The IT Crowd”) como Marion. Minha única alteração seria o belo pórem péssimo Ben Barnes, eterno principe Caspian da saga As Crônicas de Nárnia. 

Destaque para a fotografia: belas seqüências externas e enquadramentos diferenciados que ajudam a história à não cair no marasmo, e obviamente os figurinos; Não encontrei que os assina, mas já sou fã. Biel surge em belíssimos vestidos vintages, peles (o que contrasta com a ideologia da personagem, mas deixamos passar essa em nome da moda), couro, e muita, mas muita cintura alta, o que unidos ao cabelo loiro patinado, batons quentes e incríveis penteados, conseguem deixá-la ainda mais bonita do que é.

Deixe passar a péssima tradução do titulo assim como a versão tupiniquim para o pôster e garanta seu ingresso, vale a pena os salgados 20 reais desembolsados.

Para saber o melhor local em que está sendo exibido é só clicar: http://www.google.com.br/movies

@irangiusti