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foto: Guimel Salgado

Tudo começou semana passada quanto resolvi dar aquela garibada na estante de CDs antigos: Perolas como Br’oz, Rouge, Revelação e É o tchan fizeram meus olhos brilharem. Essas são bandas que sonorizaram a minha infância; Péssimos vocais, boas batidas e muita ambigüidade, o que me fez muitíssimo bem, pois desanimado que estava, não precisava de sons calmos e letras profundas!

Daí para o nick do msn virar : “E pega a tcheca, solta a tcheca, leva a tcheca pra sambar, oh lá lá (2x) , Que tchequinha linda!” foi um pulo, todo mundo riu horrores mas passado as piadinhas do “Desenterrou” e “Nossa, como ouvíamos isso?” perguntavam por que eu coloquei, a resposta era a mesma : Oras , eu tava ouvindo e achei engraçado, mas todo mundo duvidava que eu estava realmente ouvia a música  (amigos próximos não, até porque geralmente viajam comigo ouvindo Domingo Legal 2000).

Chegado o final da semana, via twitter o @_careli anunciou a felicidade de conseguir ir da Lady Gaga para o Jorge Ben, brinquei com ele que isso era fichinha perto da minha mistureba musical, horas depois foi a vez do @CaioBe via msn desaprovar meus gostos. Pronto isso bastou para que pensasse em escrever um post sobre o assunto.

Será gosto musical o novo assunto a não ser discutido, junto ao futebol, a religião e a política? Como em meio a tantas bandas, ritmos, regionalismos, instrumentos e modificações digitais conseguimos identificar o que é bom ou ruim? As indicações dos senhores e senhoras dos cadernos culturais e revistas da área (leia-se Caderno  2, Ilustrada e Bravo) são extremamente limitadas, elevando a musica e cultura em geral ao patamar de arte, e aquela arte distante de museu, em que obras são expostas em pedestais e redomas de vidro. Regina Casé tentou mudar isso com seu Estação Periferia, mas infelizmente se rendeu ao caricato ao migrar pro insoso quadro “Vem com tudo” no Fantástico (Regina que por sinal fez a primeira intervenção multimídia e metalingüística que lembro com o excelente especial  “Cena Aberta”).

Não estou aqui defendendo a qualidade musical dos grupos baianos de Axé music, apesar de achar que alguns tem lá seus bons momentos ( Margareth Menezes, Banda Eva e a própria Ivete Sangalo tem uma habilidade de serem popular com letras de bom tom e arranjos inspirados), estou sim pedindo discernimento na hora das críticas, e principalmente uma diminuição nos pré conceitos. Ouçam algo diferente, ouça algo antigo, ouça algo muito antigo, ou muito novo, quem sabe você não se surpreende?

@iran que está em uma fase MusicalMovies com a espera de Nine: http://blip.fm/irangiusti

Para ver mais fotos do @guimel só clicar: www.flickr.com/photos/gsalgado

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