Não é Mad, mas é Science: o LHC (sigla em português para “grande colisor de hárdrons”), aquele que quase não se ouve falar, mas cada um que fala, fala de jeito diferente.

Já que os responsáveis decidiram reiniciar o “maior experimento científico do mundo” dia 30 desse mês, ele vai ser o centro das atenções do meu post.

Como todo bom acelerador de partículas, sua função é basicamente acelerar feixes de prótons através de um tubo, via ímãs gigantes, em sentidos contrários até eles se chocarem. Só que as colisões lá de dentro são realmente catastróficas. São partículas minúsculas batendo em sentidos contrários, mas o que pega é a velocidade delas: aproximadamente 99,99% da velocidade da luz!

Esse gigante foi construído e operado basicamente pela CERN (Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares), fica numa região da fronteira francesa com a Suíça e tem uma circunferência de colossais 27 quilômetros de extensão. O negócio é tão grande que assusta.

O objetivo dos cientistas é, muito por cima, reconstruir as condições de frações de segundo após o momento do Big Bang (viu como a colisão é hard core?) pra tentar observar a existência de algumas partículas subatômicas nunca comprovadas – e muito mais. Daí vêm aquele bando de catastrofistas dizendo (até que com teorias bem fundadas) que, operando em potência total, o LHC pode reconstruir o próprio Big Bang e destruir todo o universo. Lógico que essa hipótese não é de se descartar, mas convenhamos, é muito remota.

Como a única certeza é a de que os resultados vão demorar muito pra serem divulgados, e eu vou precisar deles pra alguma coisa num curto período, fica aqui minha angústia.

Leiam mais:

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/03/23/cern-vai-retomar-busca-pelos-segredos-do-big-bang-916149140.asp

http://ciencia.hsw.uol.com.br/grande-colisor-de-hadrons.htm

@arthur138