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Não sou espectador assíduo do Big Brother Brasil, geralmente não me envolvo nos debates sobre o tema simplesmente acho enfadonhos e desnecessários. Divagar o papel do Marcelo Dourado na edição é chover no molhado, muita gente de ambos os lados estão se posicionando fortemente, inclusive perdendo a razão! Por isso serei breve

Dourado é bastante desinformado, machista e um tanto quanto homofobico, mas né não ofendeu ou agrediu ninguém, falou algumas besteiras, mais por ignorância do que por maldade! Deixem o rapaz em paz!

O que eu quero comentar é o que foi relevante para mim: a presença do Serginho na edição, junto a Dicesar e  Angélica formaram a tribo dos coloridos, o que na minha opinião foi a coisa mais incomoda, houve uma segregação dos grupos, não uma divisão ou segmentação e sim uma segregação que as minorias lutam tanto para extinguir, triste mas fazer o que né?

Mas a Globo tem lá seus momentos: Exibe em suas importantes novelas as 20h casais homossexuais fora dos clichês, que constituem família, vivem em relações estáveis, o que é uma coisa positiva.

Mas o clichê existe, é fácil demonstrar atitudes heterosexualizadas, difícil é colocar a população em contato com o diferente, ai esta a importância do Serginho, ele agiu fora de todos os padrões, é uma figura andrógina bastante feminina, que aceita sua sexualidade tranquilamente, fugindo dos rótulos (primeiramente flertando com a Tessália, criando um  amizade bacana com um homem hetero, e depois demonstrando bastante interesse pela Fernanda), é carismático e bem divertido!

Parcialmente Serginho me representou, mexeu com os padrões de como o gay é exposto, é uma figura humorada, mas não o motivo da piada chula como o Pânico na tv tem feito e como os veículos de comunicação vem fazendo a anos ( mas não levem para o lado extremo, a versão do brother encenada pelo humorista Eduatdo Sterblitch é uma das coisas mais engraçadas do mundo).

Estes últimos meses tem sido muito bom para as representações gays na tv: A minissérie Cinquentia escrita por Agnaldo Silva usou e abusou dos pajubas, mostrou personagens lesbicas, bissexuais e um homossexual malvado ( o espetacular Pierre Baitelli) seguidos de um BBB hiper diverso.

Vamos esperar para ver o que nos aguarda; Não esqueçamos de Malhação que tem hoje um personagem homossexual assumido ,  seria o local propicio para o primeiro beijo gay da tv, afinal são os jovens os mais carentes de representatividade e os mais adaptáveis as diversidades.

Gays, lésbicas, simpatinzantes ou não simpatizantes, todos temos espaços e mereçemos representação, respeitando os limites e diferenças de cada um e lembrando que nunca é possivel representar em complitude todos os grupos, vamos com calma, mas fiquemos contentes de não só estarmos ali, como estamos mostrando a normalidade de algumas de nossas variações fora dos padrões!

@irangiusti