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Há sete meses fui assistir e resenhei o filme “Os famosos e os duendes da morte”, fiquei impressionado e triste com aquela pequena mostra de delicadeza e melancolia e eis que ontem fui ao teatro ver a peça “Música para cortar os pulsos” e me vi diante de uma continuação.

Não foi intencional, mas é inegável a influencia do trabalho do Esmir Filho (responsável pelo filme) no do diretor e roteirista Rafael Gomes (responsável pela peça), e vice e versa, ambos são amigos creio eu, pelo menos trabalharam juntos em diversos curtas entre 2004 e 2006 e é deles o hit “Tapa na Pantera“.

“Musica para cortar os pulsos” retrata os anseios e sentimentos amorosos de três jovens: Felipe, Ricardo e Isabela (interpretados com maestria por Kauê Telloli, Victor Mendes e Mayara Constantin0). Ricardo é gay e se apaixona pelo amigo Felipe que esta a voltas com Isabela, que não quer mais amar devido um término dolorido. A vida dos três é um emaranhado complexo de sentimentos muito mais comum do que se pode imaginar.

A narrativa é dividida em 10 cenas, representada por 10 canções que vão de Please, please, pleade, let me get what i want do The Smiths a All you need is love dos The Beatles, passando por Los Hermanos, Little Joy entre outras. A música é também presente em grande parte dos diálogos. Difícil não reconhecer os impactantes versos de Cazuza e até Leandro e Leonardo.

Fiquei apaixonado também, pelo cenário, obra do André Cortez, desde a última montagem de A Serpente do Nelson Rodrigues com a Débora Falabela não tinha visto uma cenografia tão sutil, bonita e funcional.

Agora meu desabafo particular: tenho por hábito chorar no teatro, não sei porque, não costumo faze-lo no cinema ou no cotidiano, mas o teatro é o meu espelho, e foi assustador me deparar com este espelho especificamente, a minha vida, ou pelo menos a parte mais dolorida dela esteve ali naquele palco por 60 minutos, e voltarei mais vezes para encara -lo até doer um pouco menos.

E assim eu faço o convite. Vá até o Teatro da Memória – Instituto Capobianco na Rua Alvaro de Carvalho 97 sábado as 20h ou domingo as 19. Ali atrás do Hotel Cambridge, na rua da Trash 80.

Para mais informações é só acessar o blog, a página de eventos do facebook ou segui-los no twitter.

@irangiusti

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