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Sim, usei a frase mais pau no cu para definir meu Ano Novo  na “Cidade Maravilhosa”.

Foi minha 1ª vez no Rio.  Sempre odiei praia (e continuo odiando) e sempre odiei o sotaque carioca (e continuo odiando). Mas o Rio é lindo, opa, o Rio é lindo? Ou seria a zona sul do Rio de Janeiro linda?

Ah sim. Então é isso: O Leblon de Manoel Carlos, a Ipanema que já deixou de ser da garota e virou da comunidade bombada. Viva Farme de Amoedo (com muito esteróide). Ode a Copacabana de fogos de artifício e assim por diante. Isso é lindo.

Mas e as favelas? Foda-se não quero saber de favelas, moro em São Paulo, já tenho minhas favelas. Morro do Alemão? Sei nem onde é.

O carnaval talvez seja no Rio. 2011 vem carioca, mas carioca da zona sul. Porque riqueza só fica mais dourada com aquela paisagem.

Portanto abaixo ao favela tour, pobreza não deve ser admirada, deve ser contida, erradicada. O mal do mundo é aceitar a favela. Favela não tem mérito, descaso não tem mérito.

Mas deixo claro: não odeio a favela, odeio sim a santificação da favela. É a glamourização do trafico. Trafico é trafico, e mata. Tanto mata que demorei 21 anos pra descobrir que o Rio não é favela.

Amemos o Rio, mesmo que seja por alguns dias, mas lembro sem as favelas, pra elas deixemos os outros dias, que se forem bons dias, tentarão erradicar as favelas.