Passei por uma experiência complicada nesse carnaval. Fui para o RJ na pegada de blocos de rua, amigos queridos e muita alegria, mas não rolou. Os amigos com que fui estavam mais preocupados em encontrar outros amigos do que curtir o carnaval com os amigos que estavam no apartamento.

Eu nao gosto dos amigos dos amigos por isso os amigos ficaram ofendidos. Oras mas tenho o direito de nao gostar das pessoas, ainda mais se elas estão no momento que eu menos gosto: bêbados e/ou drogadas. Não tenho nada contra bêbados e drogados, tenho e tive muitos amigos que acham de boa, mas sinto falta de alegria espontânea,  sinto falta de conversas sinceras. Não gosto do que as pessoas se tornam quando consomem em excesso álcool ou drogas. Não é caretice, já experimentei uma quantidade considerável de entorpecentes e  nunca gostei, então peguei bode.

No post passado falei que me sentia como um duble das situações, e isso ficou muito claro depois dessa viagem. Desabafando com outros amigos uma me falou que eu sou velho. Não de idade, tenho míseros 22 anos, mas passei pela adolescência muito rápido, ela foi muito intensa e isso pode ser encarado como bom ou ruim.

Já outro amigo me alertou sobre meu gênio, assim como meu pai. O amigo é da turma do deixa disso e falou para esquecer, uma pena acho que tristezas não devem ser deixadas de lado, isso nos deixa apático (como esse amigo) , meu pai que nunca me mimou me aconselhou a viver sozinho. Achei triste esse conselho, mas o mais sábio. No final das contas a gente precisa a aprender que só podemos contar com nós mesmos, e todo esse amor e fraternidade são ilusões fugazes assim como a felicidade.

E pela primeira vez não estou triste, estou na verdade retomando velhos hábitos e cultivando uma solidão sadia e prospera que talvez me traga mais felicidades do que a convivência em sociedade. Mas não entenda isso como uma exclusão do mundo, é apenas a aceitação de que não preciso fazer tudo, com todos, o tempo todo : – )

E que venha 2011 pós carnaval e com muitos planos.