Hoje fui a FAAP encontrar com algumas amigas com quem me formei a poucos meses. Como sempre foi delicioso. Tudo, de seus desastrosos e saborosos casos amorosos a suas risadas e descompromisso com um futuro que caminha para o programado sucesso e as incertezas que só uma juventude em crescimento pode ter.

Mas ai voltei a realidade, ou melhor, Deus a esfregou na minha cara, nos berros de uma senhora coreana. Ao contrário das minhas amigas que só tem possibilidades, essa mulher tinha apenas o compromisso com sua loucura. Para onde estava indo ou de onde vinha eu nunca vou saber, só sei que seus lamentos me trouxeram essas palavras.

Sempre me interessaram os loucos, sua intensidade, seu desapego forçado do mundo. Não queria glamorizar a insanidade, ela é uma proteção e uma sina, é o lembrete do descontrole da alma, da fragilidade do corpo, um sofrimento aos que acompanham. A loucura é triste e melancólica, extrema e inconsequente. E tenho a sensação que é o mais próximo do que tenho de mim agora…

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