Minha história com o Auditório Ibirapuera começou a quase 4 anos quando trabalhei no parque (onde fiquei por cerca de 2 anos) e sempre que possível prestigiei a programação composta de delicadezas elegantes de muita qualidade. Tudo obra do Pena e do Pt que administram o local e a programação com esmero e amor.

Hoje depois de mais de 6 meses voltei ao Auditório Ibirapuera para o lançamento do cd A coruja e o coração da paulistana Tiê. E não poderia ter sido melhor o meu reencontro com ambos.

A penúltima apresentação (de muitas) que vi da cantora foi em um pocket show do também paulistano Thiago Pethit na Fnac pinheiros. Ali ela carregava no colo a recém nascida Liz (que só descobri se chamar assim hoje, em meio aos agradecimentos) e cantou com cuidado e preocupação a música que creio eu, seja a primeira parceria da dupla Essa canção francesa:

Ai em novembro veio o Festival Planeta Terra, onde novamente junto a Pethit, Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz se apresentou tímida, discreta e quase assustada. Agora vejo que era só um grande suspense que fazia de si mesmo.

Tiê começou esse show novamente tímida, mas lá pela 5ª música admitiu que ainda precisa dessas 4 ou 5 músicas para se sentir confortavel no palco, principalmente esse grande e imponente que é o do Auditório Ibirapuera.

Minha mãe que me acompanhou bem disse ” ela é meiga, tem muito esmero, principalmente com a parte instrumental, é um show muito bonito” . E é mesmo viu mãe. Ao contrário do experimental Sweet Jardim em que abusava da experimentação, A coruja e o coração preza pelo aperfeiçoamento.

Mas não deixemos de lado o que fez de Tiê essa cantora tão querida. A canção Passarinho do 1º album arrancou aplausos, suspiros e algumas lágrimas minhas quando cantada, parte culpa do palco que teve suas costas desnudada para um lindo verde que é a platéia externa. Chá verde também tocou para encerrar e agradar os fãs.

De novo: uma versão mais rápida de Mapa Mundi com a participação do muso Pethit. Uma mais lenta de Só sei gostar de você da Tulipa Ruiz e as inéditas Perto e Distante e o acredito eu single, Na varanda de Liz entre outras:

Ah claro, não poderia deixar deu fora a versão flamenca do Você não vale nada mais eu gosto de você que ficou incrivel.

Não tenho apuro técnico para falar mais a fundo do álbum mas posso falar com toda a certeza que a iluminação do Ale Domingues foi uma das coisas mais lindas e bem feita que vi nos últimos anos, assim como as interpretações e o próprio Cd.

Tiê vem pra nos presentear em 2011 com uma alegria genuína, delicada, que mistura folk, mpb, música instrumental e discretas distorções de guitarra que lembram música eletrônica! Por isso por favor, ouçam, aproveitem e amem!