“Mais uma vez você está provando sua infantilidade, seja muito feliz sozinho e sem amigos, esse é o seu futuro.

Você é digno de pena, cada atitude sua me mostra mais que você é uma pessoa ruim sabe. Para e pensa, você é uma pessoa do mau. E esse tipo de gente acaba sozinha, ops vc ja tá né?”

Essas frases foram usadas para me descrever hoje. Tenso né? Achei pesadas, achei poéticas. Mas são verdades, superficiais, mas verdades.

Não estou triste por causa disso, pelo contrário, estou livre. Depois de lê-las e relê-las percebi que elas são o superficialismo de mim.

Sabe, quem me importa, mas importa mesmo já recebeu um longo e-mail, teve uma boa conversa de horas, já compartilhou lágrimas e anseios. E fez questão de lembrar disso nos momentos ruins, nos meus acessos…

Falta amor, falta dialogo, até nos meus términos, nas minhas brigas escreve-se muito, fala-se muito, para que se cresça muito.

Tenho minha vida permeada por muitas mulheres, muito fortes, muito espontâneas e muito sinceras.  Duas delas acabaram não suportando as minha verdades, minhas maldades como diria o rapazote acima.  Triste porque penso nelas todos os dias. Não mais com magoa, não mais com raiva, mas com amor.

Engraçado como o amor e o ódio andam tão juntos. Achei que isso era um cliche babaca. Mas não é. O que a gente aprende com os anos é que o ódio é facilmente desprezado. Agora o amor, ah o amor nunca morre.

Eu gosto de falar do amor, eu sinto amor. Por isso eu sofro, fico magoado,  fico bravo, mau educado. Isso é maldade?

Me peguei pensando que sou mau muitas vezes nos últimos anos. Culpa católica, mãe opressora? Talvez! Mas de tanto me falarem da maldade me percebi alguem que ama.

No final das contas eu só entendi que na verdade tenho ódio, aquele ódio intenso, que nada mais é que resquícios do amor. Preciso conte-lo, doma-lo, e o tempo vai se encarregar de reciclar as pessoas que amo, que suportem meu ódio, que o entenda como amor.

E você. Ama? Você entende seu ódio, sua maldade? Você tem a consciência da complexidade dos seus sentimentos? Você reflete? Ou você simplesmente bebe, compra, cheira, fuma, come, chora, trepa? Tudo isso naquele excesso compulsório do adolescente que não sabe pensar?

É, a vida é mesmo uma merda, mas quem sabe esse ódio da vida não seja apenas amor em viver?