Há oito anos atrás aos 14 anos fui a Oca no Parque Ibirapuera em um desses passeios obrigatórios de colégio. Na época eu pouco entendia da arte (não que hoje entenda muito mais) e nunca havia me deparado com uma arte reflexiva, contemplativa e principalmente emotiva como aquela.

A exposição era a britânica ART REVOLUTION: A BIGGER SPLASH – ARTE BRITÂNICA DA TATE DE 1963 A 2003, talvez uma das melhores que já fui nesses meus digamos 10 anos de museus.

Além do David Hockney responsável pelo quadro que dava nome a exposição, tinham  obras do Lucian Freud e do ultra pop Damien Hirst (com a série “The Last Supper” que na minha opinião é o top da fina ironia). Mas quem me marcou mesmo foi norte – americano Edward Hopper que pasmem não sei nem se fazia parte da exposição (acho que não) mas que conheci na mesma época e que por estar muito próximo a esses artistas acabei os associando.

Edward pintava a solidão. Simples assim. Sabe aquela sensação amarga e triste de assistir a um filme da Sofia Coppola? Então, é a mesma coisa.

Sinto falta de mais retratos como esses,e a fotografia vem a sua maneira cumprindo esse papel, mas ela nunca vai ser capaz de faze-la de forma tão coerente e significativa como em uma tela. A fotografia é rápida, por mais complexo e demorado que seja o processo em produzi-la não vai nunca substituir as pinceladas de Hopper, é como se cada cor, cada sombra, cada olhar perdido e desfocado representasse um medo do artista.

Por isso fica a dica: Aprecie a obra do novaiorquino e principalmente encare sua solidão, tão lindamente retratada nos quadros abaixo (e nos outros tantos):

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