Tudo começou com o seguinte tweet da jornalista e companheira de trabalho  @carolpatrocinio : ” Feministas não devem ter empregadas domésticas trabalhando em casa? O que você acha? http://goo.gl/babIr “.

Uou, forte né?

Bom, como as questões deste post vieram desse tweet  acima peço que leiam antes do meu texto o link com o post escrito pela também jornalista Nara de Oliveira para o blog da professora e cronista Lola Aronovich.

De inicio eu não sabia se concordava ou não com esse post (assim como a Carol) mas agora que sentei, li com calma, posso afirmar: A questão é valida, mas a maneira agressiva como é tratada acaba fazendo com que a questão se dilua em acusações, porém foi bom para abrir duas outras questões:

Como disse, tudo ali é válido, mas vamos lá: se você não tem tempo para limpar sua casa porém tem dinheiro para pagar alguém que o faça, porque não? Obvio que os serviços domésticos são enfadonhos e por vezes tensos de serem feitos mas oras, a pessoa esta recebendo por isso. Não deveriamos portanto estar defendendo direitos a bons salários, beneficios, incentivo a educação?

É mais fácil ser extremo e dizer ABAIXO AS EMPREGADAS DOMÉSTICAS, mas sem formação educacional, o que essa pessoa pode fazer? Dona Nara, porque não contrata uma empregada e pague os estudos dela? Não é mais ultil do que acusar a classe média?

Ai partimos para um segundo ponto: Qual o limite da relação com um empregado? Todos nós já fomos estagiários, realizamos trabalhos chatos e ainda iremos faze-lo por muito tempo, mas não foi isso que nos ensinou a ter paciência, humildade? Porém tudo tem um limite, e esse limite parece ter se perdido no relacionamento patroa/empregada domestica. Por exemplo:

“Uma advogada tem 2 filhos, para ajudar a cria-los contratou duas empregadas e uma babá, faz parte do trabalho da empregada também cuidar do cachorro, fora isso a empregada também limpa, cozinha, lava roupas. A babá além de ajudar nas tarefas escolares, brincar junto, coloca a criança na perua ou pede para o motorista da familia leva-lo mesmo. Aos finais de semana a babá permanece na residência e naquela volta no shopping vai junto. “

Essa cena é comum, praticamente todos os meus amigos (pelo menos de faculdade) foram criados assim.

Agora eu te pergunto, em qual momento aquela advogada foi mãe?

É isso que vem acontecendo nos últimos anos: a classe média tem esquecido o que é viver em sociedade, o que é arcar com consequencias. Ué, não quis ter filho? Não quis ter cachorro? Cuidar faz parte do pacote, não serve só pra exibição em público viu!

E pior, aquela babá provavelmente usa uniforme, dorme 7 dias por semana na casa da patroa, e principalmente, é coagida a ser minimamente notada. Isso minha gente é resquicio da escravidão, não ter alguém para te auxiliar em afazeres domésticos.

Sejamos honestos, sejamos práticos. Jornalistas, pensadores e filósofos por favor se desarmem e aprendam a usar uma palavra rara nos dias de hoje: Coerência.