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Foi aprovada no dia 5 de maio a a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Isso quer dizer basicamente que gays podem deixar herança, registrar filhos, colocar como dependente do plano de saúde, pagar pensão. Ou seja, essas coisa tudo que todo casal se preocupa.

Porém ainda tenho pra mim que esse é um assunto muito complexo. Acho que em 1º lugar isso não deveria estar em pauta: Gay, hetero, negro, branco, anão, casado com uma boneca de plástico, o que for, deveria poder fazer o que quiser: se quiser deixar herança pro melhor amigo,  deveria deixar, se vive com um primo e ele precisa de auxilio saúde deveria poder coloca-lo como dependente. Entendem? Sou a favor da lei, de regras, mas oras cadê a liberdade? Cadê a democracia? É tudo uma ilusão?

Ai temos a questão do respeito: Hoje fui jantar na Augusta e enquanto fumava um cigarro com uma amiga esperando um outro amigo, um grupo de 5 ou 6 gays quase foi atropelado por um carro ao atravessar a rua. Imediatamente o motorista do carro tratou de buzinar e gritar “Bando de viado, filha de uma puta”. O grupinho nem deu bola e tratou de gritar: “Ah meu bem agora a gente já pode casar” (lembrando que união estável é diferente de casamento). Mas o que tem a ver uma coisa com outra? Essa conquista não é conquista, é direito, assim como respeito e educação não deveria ser opcional.

Indo mais a fundo me recordei de uma aula do Luiz Felipe Pondé, onde o filosofo ao falar sobre a homossexualidade citando outros autores (gays inclusive) que me fogem o nome dizia algo como “os gays eram a única esperança do mundo em relação a mesmisse, eles queriam liberdade e hoje só querem ser igual a todo mundo”. Isso me marcou muito. Tenho trabalhado constantemente para ser eu mesmo, ser individual, porque essa necessidade de casar?

Ai eu paro e penso: Espera eu quero ser igual ou ser diferente? Eu quero meus direitos, mas ao mesmo tempo os meus direitos me fazem alguém comum. Como proceder?

Seguindo esse monte de raciocínio cheguei a uma conclusão: Na verdade o que eu quero é poder ser eu mesmo, para isso eu preciso que as leis evoluam, mas não para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas sim para uma lei que entenda a liberdade de escolha de cada um (não falo escolha em termos de gênero sexual, falo escolha de cada um ajuda quem quer, quem pode).

Posto isso, aos gays que militam pelas causas LGBT, ou que as ignoram: Lembrem-se que você é sim diferente, não porque é gay, mas porque você passou grande parte da sua vida aprendendo a ser orgulhar de ser diferente (mesmo sendo igual a todos). Então parem de abaixar suas cabeças para os que os ofendem, pare de se limitar a seus guetos, sejam eles de baladas trashs no centro da cidade ou de ricos locais paradisíacos de Florianópolis e sejam bravos, se amem, e lutem para mudar o mundo, o mundo de todos e não para fazer parte de um mundo intolerante e ignorante como o de hoje.