Hoje, depois de muito tempo eu senti falta da minha vida.

Os últimos meses tem sido um turbilhão de emoções, em um nivel bizarro, que parando para pensar não sei nem como sobrevivi.

Pensa em uma vida que mudou do 220 para o sem voltagem alguma, então, foi isso que aconteceu.

Foram incontáveis brigas,  verdades, arrependimentos e certezas. É estranho viver sem tanta gente, mas é reconfortante saber que quem tem que estar na sua vida esta.

As responsabilidades aumentaram, e eu me tornei mais chato. Não quero 1 milhão de amigos, mas poucos que sejam sinceros. O problema é que o velho ritmo ainda não morreu e acabo ficando nesse conflito permanente entre baladas e a minha cama.

Sofro por não fazer, e sofro ainda mais quando faço. Acho que faz parte do crescer, mas assusta perceber que depois de 22 anos me  firmando para ser alguém, descubro não saber quem sou.

Acho que isso se chama ser adulto, e como todo mundo sempre falou, é chato e dolorido.

Queria ser feliz o tempo todo, mesmo sabendo que felicidade não existe, que o que existe é o ser menos infeliz possivel.

Depois de um fim de semana incrível, de muito aconchego e algumas pessoas queridas, me pego triste, sentindo falta daquela vida que já foi, e como doi, mesmo sabendo que se estivesse nela de novo, estaria mais infeliz ainda.