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Foi coisa de uns dois anos que o Jorge Wakabara twittou um tal de “Dog Days Are Over”, que em dias seria hit na redação em que trabalha. Na semana seguinte, o Marcel Badan, que estagiava por lá  postou novamente o link.

Bastou essa indicação dupla para eu baxar o CD da banda de nome longo que contava com uma vocalista de cabelos vermelhos.

De lá pra cá Florence and the Machine não saiu do desktop e dos incontáveis tocadores de mp3 que passaram na minha mão.

Quase seis meses depois, foi à vez de o Pedro Beck apresentá-la em público, em uma festa também de nome longo, a “Ajoelha e diz que me ama” encerrou um set pra lá de inspirado com a música, até então pouco conhecida e entoada com gosto por mim e 3 amigos.

Agora Florence é pop (ou hype se preferir) e há poucos meses a mesma excêntrica Dog Days Are Over foi considerada a I gotta Feeling do Indie, a Nathalia Takenobu tocou na última Mixta, assim como Jonny Luxo incorporou ao seu set e toda vez que ouço na balada o coro é geral, plenos pulmões e emoção.

Sempre me incomodou essa coisa do hype, de repente todo mundo conhecer o que era tão meu; que ignorância não é mesmo? A sensação de ver uma balada com quase 2 mil pessoas pulando, cantando e sentindo uma música tão significativa é indescritível.

Acho que o mundo é meio isso. Vivemos de tendências, de tentativas de hype e esquecemos o que realmente importa, obviamente o que é exclusivo tem seu charme, mas convenhamos que é um egoísmo tão grande que deveria ser motivo de vergonha e não de exibicionismo.

Dog day em duas versões: a de meandro de 2008/2009 e a de 2010 quando virou hype, graças, entre outras coisas, ao filme Comer, Amar, Rezar