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Semana retrasada tive meus cinco minutos, de saco cheio da cidade resolvi ir viajar. Mas a grana é curta, o tempo também, então o jeito foi tirar um final de semana e ir pra pertinho.

O destino escolhido foi Curitiba. Todo mundo me perguntou o que ia fazer lá, a resposta padrão: a sei lá, tem o jardim botânico dos vidro tudo, pro final de semana tá bom.

Mas olha, não podia estar mais errado. Curitiba tem pencas de coisa pra fazer, arrisco até dizer que rende uns bons 4 dias.

A passagem foi baratinha, 52 o trecho, com taxas e cia ficou, ida e volta 130 realidades,  buscando a passagem inclusive que cai no Melhores Destinos site bafo cheio das promoções, é preciso atenção, mas vale super a pena.

Como quando fui pra Buenos Aires fiz um guiazinho, resolvi fazer de Curitiba também, porque olha, difícil achar blog e site bom de viagem né?

Fora as passagens sempre tem aquelas preocupações padrões: transfer e hotel, que podem encarecer super a viagem.

Minha companheira foi a Sofia, uma das minhas melhores amigas que passou seis meses morando fora então tá toda viajadora e na hora de escolhermos a hospedagem fomos direto no site do Hostelling International , que é uma rede gigante de albergues.

Obviamente as vezes tem umas ciladas no HI mas no geral é bem organizado. Ficamos em um hostel chamado Roma bem no centro, tivemos percalços com chuveiro e o valor da estadia, mas tudo resolvido rapidamente. O quarto pra 2 pessoas 75 reais, ou seja: 30 e pouquinho.

O transfer foi uma benção, fiquei impressionado, por 8 reais você pode pegar o ônibus executivo  que sai do aeroporto e  passa pelos principais pontos da cidade. O ponto final inclusive é a meia quadra do hostel. Belezinha!

Chegando lá frio e chuva, mas tudo bem, pra quem mora em São Paulo um ventinho molhado não é novidade, e fomos nós ao encontro do famoso Jardim Botânico:

Fora a estufa e o jardim fofo, o espaço conta ainda com várias exposições pequeninhas, tudo com uma preocupação relativa a acessibilidade impressionante. Na verdade toda a cidade é adaptada a deficientes, sejam físicos, visuais ou auditivos.

Para chegar ao Botanico é fácil, o transporte público é extremamente organizado e as linhas de ônibus lembram as de metro daqui. São linha retas e caso seja necessário a troca de condução é só ir até aos terminais. O trajeto deu pouco mais de 15 minutos.

Ainda sobre o transporte: custa R$2,50 e de domingo a bagatela de R$1,00. Isso sem contar o taxi que em bandeira dois não dá o preço da nossa bandeira 1 🙂

De lá voltamos para o Hostel e demos uma descansada, partindo para o MON, vulgo Museu Oscar Niemeyer, de longe o meu passeio preferido.

Além de alguma maquetes e histórico do arquiteto, o Museu conta com se não me engano 8 grandes salas de exposição, sem contar o Olho, prédio adjacente que abriga 5 ou 6 saletas em andares diferentes e a grande cuba.

A curadoria é um pouco confusa, mas conta com boas opções, de peças selecionadas da ultima Bienal de arte de São Paulo a exposições de artistas locais, passando pelo belissimo Arcangelo Ianelli, as fotografias de Maureen Bisilliat e uma seleção de  Fernando Botero entitulada Dores da Colômbia. Tudo feito com muito apreço, a modica quantia de 4 reais.

 O café do Museu é outra ótima pedida, ao contrário dos insossos e inflacionados restaurantes paulistas, ali dá para tomar um belo café da manhã ou almoço por um preço honesto. 

E falando em comida, passemos ao jantar. Em uma busca rápida pela Vejinha de Curitiba descobrimos o Palacio , como uma opção BBB, Boa, bonita e Barata. E olha maior custo beneficio da minha vida. um PF, desses clássicos com direito a bife a cavalo, saiu por pouco mais de R$20,00. A original de carrafa 5 reais (acho que nunca paguei isso em uma Original, nem na época de colégio)

Garçons velinhos e fofos, cerveja barata, comida ótima e visual anos 30, não precisei de mais nada para ser feliz.

Em busca da vida noturna, fomos até o Badél,  bairro nobre da cidade, a preguiça foi maior e acabamos não entrando em nenhum bar ou baladinha, fui de turista e o negocio era andar. Ou seja, 2 horas de caminhada, por todo o bairro até o centro, ultra conservado por sinal. Não sei dizer se é perigoso ou não, porque não me atento muito a isso, mas sei que vi uma arquitetura incrível, vários restaurantes e lanchonetes que quero visitar e muita gente indo se divertir.

Para encerrar fui de cinema mesmo, no Imax do Shopping Estação (do lado do Hostel), um dos shoppings mais legais que já fui na vida. Na verdade ele é uma estação ferroviária adaptada, então tem também um museu com o tema. Uma praça de alimentação bem aberta, corredores largos e tetos de vidro, como os do Botânico.

Uma dica é dar uma boa olhada nas lojas Fast Fashion, lá tem mais opções de roupa de inverno, então as vitrines estavam recheadas de casacos pesados. Fiquei inclusive com a impressão que as coisas eram mais bonitas, vai saber.

No dia seguinte, a correria permitiu apenas uma rápida ida ao centro velho onde passamos pela Casa Romário Martins que está abrigando a ultra informativa e pop Curitiba(nos) e pelo imponente Memorial de Curitiba.

O que me ficou de Curitiba foi uma cidade chuvosa, linda e super barata. Os Curitibanos em si me pareceram bastante esnobes, mas levando em conta a ótima companhia só tenho a dizer que amei a viagem e sim, pretendo voltar, e com mais calma.

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