Estou ensaiando fazer esse post a meses, e na hora de começar só me veio a cabeça essa música da Thalma de Freitas:

A proposito, o post é  pra falar sobre a Juliana Kataoka, que não é da Mpb, nem de cara muito tranquila, mas que possui uma leveza de espirito que me remeteu a essa música.

Acho que já falei de quase todo mundo do trabalho por aqui, com as lições que aprendi, e pensei: faltou a Kata. E não foi porque ela não me ensinou nada, pelo contrário, foi porque ela me ensinou muito.

A Ju é japa loca,  drag e tem o maior domínio da ironia que já vi alguém ter. De primeira é difícil entender,  e admito demorei um tempo para me habituar a figura complexa que ela é.

Comigo é tudo muito branco no preto, quando estou irritado fica muito nitido nas minha expressões, sou reclamão e um pouco pedante e a Ju é o contrário disso tudo.

Ela é elegante, e apesar de passar horas tentando me irritar nunca conseguiu me tirar do sério, me dá alfinetadas quase que diárias, que internalizo e entendo como lições. Não são duras criticas ou lições de morais, são comentários revestidos de delicados deixa disso.

A Ju leva a vida tranquila, cheia de situações inusitadas e dramas, como todos nós, mas não faz da vida dela um drama. Ela é risonha, e sabe rir de si mesmo. É de uma desorganização organizada assustadora, e de longe uma das pessoas mais inteligentes que convivi, sem nunca se exibir.

Quando eu crescer, quero ter pelo menos um pouquinho desse gênio incrível e dessa leveza de espirito, que dinheiro nenhum pode comprar (e haja terapia para chegar lá).