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No começo da semana falei do texto do Pondé sobre a objetivação da mulher.  Lembrei que anos atrás escrevi um texto sobre essa relação “mulher moderna | homem moderno” e fui procurá-lo, tava lá, publicado dia 6 de setembro de 2008, e olha, nada mudou.

As amigas são outras, eu aprendi a escrever melhor, mas mulher continua gostando de homem cachorro.

Não sei se é a idade, afinal estou na faixa dos 20 e poucos, mas até nas amigas mais velhas percebo essa atração por rapazes inalcançáveis e rudes.

Há alguns dias fui pra balada com uma super amiga, queridíssima, resolvidissima, inteligentíssima, assim mesmo, com todos os ismos do mundo. Ela se apaixonou imediatamente por um rapaz e no processo do flerte surgiu uma interação por parte de um amigo dele.

O amigo era a pessoa mais educada do mundo, simpático, bom de chaveco, solteiro, mas feio. Machado em seu memórias póstumas de Brás Cubas soube enfatizar a importância que damos aos defeitos descrevendo Eugênia, que“ era linda, mas coxa”.

O  rapaz, viemos a descobrir, era casado e tinha um filho, ainda assim ela fez amizade  com o amigo sempre enfatizando que queria pegar o rapaz, mesmo sendo chavecada incansavelmente pelo amigo. Até que eu perdi a paciência e falei para irmos embora.

Obviamente ela ficou brava, mas não se deu conta o quanto estava sendo deselegante com o amigo , que estava sendo tão gentil e educado.

Daí volto  a perguntar as mulheres, porque essa necessidade de relacionamentos problemáticos, de ser maltratada? Não cansa? Pondé foi indelicado, mas não mais do que vocês com vocês mesmo que em sua maioria não prezam muito pela dignidade.

E aos homens pergunto: é só as mulheres da minha vida ou com a de vocês também?

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