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Um dos maiores traumas pra quem teve infância pobre são as ações de marketing que envolviam promoção com coleções, por que né, todo mundo completava e você ficava com um quarto dos brinquedos:

Foi assim com as bolas da coca-cola nas olimpíadas, com os geloucos também do maior símbolo capitalista do mundo, com os tazos da Ellma Chips, os ursinhos da Parmalat e obviamente as “surpresas” do McLanche Feliz, que até hoje não sei porque chama surpresa se você pode escolher.

Ai tem o Kinder Ovo, que era traumatizante em dobro, primeiro porque não era uma ação pontual, pelo contrário, até hoje aterroriza as crianças de infância pobre, segundo porque você não podia escolher o brinquedo que faltava, ou seja, as vezes, quando tinha um arrombo milionário e tentava completar uma coleção ficava com 2 ou 3 brinquedos iguais :-/

O Kinder ovo era (e é ainda) caríssimo, durava 3 segundos e pelo menos pra mim dava diarréia, acho que meu corpo se adaptou a infância pobre então não lido com alimentos diferenciados até hoje, agora, com os doces do saquinho de Cosme e Damião nunca tive problema.

Típica cuzona milionária que completava coleção e ainda exibia em uma caixinha de madeira toda sexta-feira no dia do brinquedo da escolinha.

Graças a Deus eu cresci antes de lançarem o ovo de páscoa do Kinder Ovo, não sei se teria suporte emocional pra ganhar o Ovo do Cândia existindo um do Kinder Ovo.

Esse post é baseado no maravilhoso Tumblr da Juliana Kataoka  que me autorizou a roubar o tema

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