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Sou um leitor de Best sellers, e nunca tive problemas com isso. Tenho por hábito ler coisa de 3 ou 4 livros por mês, até que me cai em mãos um exemplar mais complexo.

Ora é uma Clarice Lispector, ora um Kafka, e ai demoro, dias, semanas, quinzenas. Já passei da época em que quantidade era relevante.

Amo a leitura de cada espécime, seja bem ou mal escrito, um livro deve me prender. Se for uma redação impecável, mas chata, dou uma chance, coisas boas merecem ser lidas.

Ai, em coisa de ano em ano, me deparo com pequenas obras primas, a mais recente: dicionário de pequenas solidões do mineiro Ronaldo Cagiano.

O livro editado pela Língua Geral é de 2006, mas poderia ser qualquer época. A compra se deu pelo belíssimo projeto gráfico do Rico Lins.

Todos que citei acima me eram desconhecidos até poucas horas atrás, mas por destino chegaram até mim e isso que é o maravilhoso da vida, que me deixa feliz. Ah essas pequenas descobertas…

Por ora li apenas o primeiro conto, que está também aqui, e eu, não muito afeito a pontuações e norma culta, saboreei cada novo termo, cada ponto encaixado onde deveria, mas que não se sabe ao certo se poderia estar ali.

dicionário de pequenas solidões, assim mesmo, com letras minúsculas, é minha nova paixão, que deve se dispensar em breve como toda paixão. Só espero que a vida continue me trazendo outras, mesmo que anuais.

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