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Uma das questões mais debatidas por amigos e conhecidos em relação a minha figura é o meu eclético gosto musical. Durante toda a vida foi assim, mas depois que me assumi isso acabou virando pauta com mais frequência.

Entre funks, pagodes e axés o que mais levanta indagações é o apego que tenho ao rock. Por uns dois anos de faculdade a rotina era a mesma: On the rocks no Dedge segundas, Hothot as quartas, Rock fellas de quintas no Vegas e Funhouse,até então reduto do indie, Milo garage, Astronete, Outs e Inferno se revezando nos outros dias da semana. Pois é!

Isso sem contar os infindáveis shows e festivais, de Guns N’ Roses a Face to Face, passando por algumas apresentações Emo e rock brasileiro.

Ai hoje, com a comemoração dos 65 anos de Freddie Mercury caso estivesse vivo me veio a tona: porque a estranheza do mundo em relação a eu gay gostar de rock se as maiores referencias do gênero eram também homossexuais ou andróginos?

Freddie era afeminado, xucro, peludo e sexy, quem parecido com isso você conhece hoje? Bowie era andrógeno mas extremamente sexualizado ao contrário do estranho e repugnante Marilyn Manson, nossa ultima grande referencia no assunto.

Matutei e só consegui chegar a uma conclusão: minha geração passou por um processo de retrocesso muito grande, culpa das políticas educacionais? Da mídia? Não sei, acho que pra saber inclusive seria necessário um estudo, quem sabe não seja esse o tema do meu mestrado?

Enquanto isso fico aqui, perdido em meio a divas pop adolescentes, descerebradas e que posso afirmas com toda certeza: não me representam em nada, apesar de me fazerem muito bem na boate que fique claro.

Você pode não saber, mas o rock é gay, então menos apego ao arco iris e mais amor ao preto🙂