Coisa de um mês atrás, depois de algum comentário coió com os amiguinhos de trabalho o Pedro Jansen me apelidou de Irãe, caso a etimologia não tenha ficado clara, o termo é uma fusão de Iran com Mãe, e em 22 anos acho que foi meu apelido que mais teve sentido.

Tenho o irritante hábito de tratar todo mundo que nem filho, a exceção do povo da minha casa, onde tendo a ser bastante mimado e mais grosseiro que o habitual, algo que tenho trabalhado em terapia inclusive.

Pra exemplificar sou o tipo de pessoa que fala: Olha se você não colocar essa merda desse agasalho e apanhar um resfriado eu vô te sentar a mão ou, olha fiz o almoço e o seu ta sem ervilha, o seu sem cebola e o seu é com requeijão light.

O grande problema disso é que as pessoas acabam me vendo não como o Iran e sim como uma figura que soluciona problemas, que escuta tudo, que diverte, cuida e da bronca, ou seja, sou o AMIGÃO e nos últimos meses isso passou a me incomodar, a irritabilidade levou alguns amigos e me distanciou da família.

Estou em fim começando a dosar tudo, mas é um processo tão longo que por vezes acho que vou acabar sozinho.

Agora basta saber quando é o Iran e quando é o Irãe que entra em cena e torcer pra que no caminhe encontre alguém que saiba aproveitar o melhor de ambos

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