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Bom, todo mundo que teve infância pobre passou pelo trauma das datas comemorativas e não poderia ser diferente comigo.

Faço aniversário dia 6 de fevereiro então eu ganhava um presente bom que contemplava: Dias das crianças + Natal + Aniversário. A lógica era prática e tinha muito sentido, mas cara, eu preferia mil vezes 3 presentes pobres do que um rico:/

Agora o que eu mais amo é que independente de infância pobre eu sempre fui fashion, minha mãe até chegou a me colocar na terapia pra eu parar de ser locão das roupas: na época eu só  saia de casa de tênis ou sapato e camisa passada, ou seja, super arrumado.

Ai tem essa foto, que é minha preferia e merece uma super análise. Vamos lá?:

Pra começar temos a violinha, gente não tenho a minima ideia da onde veio, acho que era cenografia porque minha aptidão pra instrumentos musicais sempre foi nula.

Ai vem a cintura alta: gente porque as mães fazem isso com a gente? Tenho pra mim que essa moda da calça caindo é uma tentativa de se livrar dessa calça no pescoço que as mães colocavam na gente durante a infância, seja ela pobre ou milionária.

Não menos importante temos a não combinação dos acessórios, isso é no começo dos anos 90 e eu já sabia que não devia combinar sapato com cinto (na verdade acho que eu não tinha um cinto que combinasse, porque né: Infância pobre)

Padronagem: Ai da pra ver que sempre fui criança viada – eu era completamente apaixonado por essa camisa, junto com a minha pochete preta era o look preferido. Esse lenço eu tenho a té hoje pra vocês terem noção.

Eae pra finalizar tem a Kaa. Quando postei essa foto no face a Thabata falou que a cobra do fundo era o punctun da imagem em uma referencia ao Barthes mas eu na verdade só acho que é uma dessas ironias da vida né: Sorrisão, cobra atras etc.

E é isso gente, parabéns pra vocês baixinhos de infância pobre, sei bem que nem sempre foi maravilhoso, mas prometo que um dia melhora hahahaha.

Esse post é baseado no maravilhoso Tumblr da Juliana Kataoka  que me autorizou a roubar o tema