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Esquece tudo que te falaram sobre o Santiago, esquece vinho, neve, tudo. O melhor de Santiago é a comida.

Como falei no primeiro post é possível se esbaldar nas redes fast foods: por lá tem Mc, Burguer King, KFC e as cadeias locais,  mas você será a pessoa mais idiota da face da terra se optar por isso. Na capital chilena a maioria dos restaurantes contam com um cardápio especial que contempla: entrada, prato principal e sobremesa a um valor baixissimo se comparado a São Paulo: de 25 a 30 reais.

Os jantares são mais caros, mas uma deliciosa refeição pode variar de 50 a 70 reais. Em restaurantes carissimos não sai por mais de 150 realidades.

Minhas refeições duravam em média 2 horas, sendo o almoço das 14h as 16h e jantar das 21h as 23h: Livros e taças de vinho me acompanhavam no pós refeição e me fizeram muito feliz durante os 5 dias de estadia.

Vamos aos melhores lugares que passei?

The Clinic

The Clinic

O The Clinic é tudo literalmente: bar, restaurante, loja e jornal; sim isso mesmo, o The Clinic é um jornal diário, aos moldes do brasileiro O Pasquim, responsável por criticas e charges politicas.

Seguindo a linha critica o jornal ganhou um espaço físico, na rua Monjitas, bem próximo ao metro Bellas Artes: Nesse imenso prédio composto de 3 ou 4 andares temos grandes bares, salas e mesas para beber muito e principalmente comer.

Eu fui na indicação das amigas chilenas e comi a Carne a lo pobre, que é equivalente a nosso bife a cavalo: batata frita, carne e ovo ❤

Carrne a lo pobre

A loja é incrível e vende de vibrador a roupas para bebês hahhaha Eu amei o bonequinho voodo do Pinochet, que inclusive foi o que deu nome ao jornal, The Clinic é o lugar para onde ele foi assim que deposto.

Metropolitana

O Metropolitana fica no único bairro que não curti muito: Bairro Brasil (e nem tô sendo ironico), o lugar é simples e relativamente pobre, os bares e restaurantes nada atrativos mas já que estava lá apostei nesse lugar para comer e experimentei a lasanha mais incrível da vida.

Metropolitana

Espaço e refeição

Bar Nacional 

Reza lenda que o Bar Nacional foi o primeiro bar de Santiago, se confere eu não sei, mas que tem cara de ser clássico tem. A vibe é boteco total e a comida hiper gordurosa, simples e carinha, custou algo em torno de 40 reais.

Bar Nacional

Optei de novo para o “a lo pobre” mas aqui era churrasco e naõ carne, ou seja, vinha um bife empanado GIGANTE, bem fininho e super bem temperado:

Churrasco a lo pobre

O público é local e o atendimento confuso como qualquer bom boteco, mas vale pela experiencia e pelo paozinho de entrada, o melhor da viagem.

Os locais 🙂

Pão dos deuses

Le Flaubert

Esse restaurante foi o de longe o melhor, carinho tendo apenas o prato principal custado 40 reais valeu cada centavo: com ares de vilarejo francês e garçons não tão simpáticos oferece opções incríveis tanto de entrada quando prato principal e sobremesas em um cardápio lousa.

Le Flaubert

Cardápio pra lá de fofo

Aqui eu pedi uma carne (sim eu só como carne) com legumes e um sufle de batata que desmanchou na boca. Lembrando que por ser no bairro Providencia exige um dress code mais sofisticado. O local é conhecido pelos Cuicos , giria local para os nossos Mauricinhos.

Melhor prato principal da viagem

Interludio 

Sério, Interludio conseguiu conquistar o lugar do Lorena 1989 em SP como meu restaurante preferido da vida.

Encontrei mais que acaso nas minhas andanças pelo bairro Bellas Artes. Com ar contemporâneo optei por duas refeições, o cardápio de almoço que consistia em: creme de milho, canelone de carne com shitake e um doce de sorvete e mousse de chocolate, os 25 reais deram direito a um refri também.

Fachada

Um dos 3 charmosos e contemporâneos salões

Para o jantar optei por uma carne que não lembro o corte e um risoto de shitake sob uma camada de parmesão e de sobremesa um petit gateau com sorvete de frutas vermelhas.

Corte e apresentação impecável

Além do atendimento educadissimo, da comida e do garçons e garçonetes magia o bar conta com uma sonorização incrível. Na Fanpage deles dá pra perceber o tom. Eu que detesto som ambiente ou música ao vivo sofri na cidade porque em TODO lugar tem música, mas no Interludio amei assim como a veia artística do espaço onde pude presenciar no jantar do último dia uma nova instalação da entrada:

Fachada artística

Se for até a cidade nem preciso falar que vale uma passada em todos:

The Clinic: Monjitas 578 – Bellas Artes

Metropolitana: Paseo Huérfano, 2897 esquina com Esperanza – Barrio Brasil

Bar Nacional: Paseo Huérfano, 1151 – Centro

Le Flaubert: Orrego Luco 125 – Providencia

Interludio: Merced 316 – Lastarria/Bellas Artes

Fora todas essas maravilhas temos os peixes e frutos do mar, a preços módicos são refeições incríveis, eu particularmente não como mas para quem curte o mercado municipal é obrigatório

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