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Dia desses uma amiga chorou na balada. Chorou por um relacionamento que terminou há anos. Na época do rompimento ela optou por se refugiar fora do país por coisa de 2 ou 3 meses, acabou ficando alguns anos, mas nem esse tempo fez com que o amor diminuísse.

No momento das lagrimas tentei um consolo sabendo que estava travando ali uma batalha perdida, nem as mais belas e sinceras palavras seriam suficiente para acalentar tanto amor. Não digo que seus sentimentos irão acabar, que o tempo irá cura-ló. Meus términos me doem ate hoje, tanto os de amizade quanto os familiares, passando pelos conjugais.

E como faz para parar de doer tanto? Na terapia me vi solicitando medicamentos, na esperança de que esse vazio e sofrimento que me parece sem fim acabasse. Optamos por não utiliza-los por medo de ser uma saída muito fácil e que apenas mascararia meus reais problemas.

Um outro amigo extremamente pragmático já me chamou atenção em relação a terapia, descrente da medicina psquiatrica teima em dizer que estou perdendo tempo com as sessões mas mesmo ele, que sempre tem uma solução para meu conflitos, diz não saber me aconselhar no momento em que me encontro.

Amar, sofrer, chorar e sorrir faz parte da vida, o problema é quando a proporção de coisas negativas e tão maior que as positivas. Roberto Carlos já cantava sobre uma alegria triste, nunca tinha entendido ate poucos meses atras. Sei que coisas boas acontecem, relacionamentos são construídos de forma solida e baseados em confiança mas não tenho vivido isso.

Hoje mais do que nunca está difícil ter uma esperança. Tempo como já disse, acalanta, acalma, mas não bota fim nas dores de coração. Me vejo mais uma vez escrevendo um post pessimista, que ironicamente se torna uma esperança, de que ao falar, torne tudo mais confortável.

É, ninguém disse que seria fácil, mas também esqueceram de falar que seria tão difícil.

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