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Comprei ontem uma calça jeans. Entrei em uma loja, me serviu, eu tinha dinheiro, comprei. Quando fui guardá-la me lembrei das compras que fazia em dezembro quando criança: sempre vários looks completos ou semi completos para a noite e almoço de Natal assim como para a virada do ano.

Lembro desse momento porque era um dos raros em que eu escolhia o que queria usar, não me recordo como era montado o meu guarda – roupas mas sei que as peças de férias eram especiais.

Não sei bem quando deixei de acreditarem papai Noel, acho que foi cedo porque sempre fui uma criança chata e pragmática, com 5, 6 anos tinha TOC e uns ataques bizzaros que me levaram até pra terapia, então gostava mais no Natal pelas compras do que pela vinda dos presentes.

Lembro com muito carinho da minha infância e dos meus natais, era tudo meio mágico, não pelo papai Noel com qual eu não tinha relação mas pelo ritual: meu pai passava o dia cozinhando, íamos para a casa de uma tia que era muito, muito distante (obviamente o trajeto entre nossas casas não passa de meia hora mas quando pequeno era muito tempo), assistíamos a missa, rezávamos ao dar meia noite e comiamos fartamente, como é sempre quando falamos da minha família.

Hoje ao pegar o dinheiro e comprar minha calça jeans percebo que não tenho mais apego nenhum com a data. Na família inexistem crianças que dão um tom gostoso a festa e acho tudo bastante vazio. Obviamente é bom passar com a família completa mas falta algo.

Conversando com uma amiga falei que sentia um pouco de inveja do dia do perdão judeu. Ele faz tão mais sentido: um dia para se refletir plenamente, sem afogar as magoas no carboidrato ou na bebida e limpar tudo que ocorreu no ano.

Por isso minha meta para esse restinho de 2011 é unir o que mais gosto nos rituais judaicos e cristãos e voltar a me sentir bem com o Natal, se vou conseguir não sei, mas o importante é tentar.

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