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Ano novo chegando e começam as listas de resoluções, em geral não costumo fazê-las pois minha inaptidão pelo cumprimento delas é a mesma para todas as metas da minha vida.

Tenho plena certeza que essa inaptidão toda se da pela minha relação comigo mesmo. Psicologicamente tenho muitas coisas a serem resolvidas mas já percebo muita clareza nas minhas escolhas e atitudes.

Meus impulsos emocionais se tornaram conflitos internos e não gritos e arroubos de raiva, uma evolução depois de alguns anos de desgastes e brigas infindáveis. É difícil se falar em maturidade, ela é complexa e composta de fatores extremamente subjetivos mas posso dizer, não sei detalhadamente porque, que colocarei uma anotaçãozinha ali no calendário dizendo que em 2011 amadureci.

Para 2012 quero não ser tão triste, quero não estar tão cansado, quero não me ver preso a situações. Sempre me orgulhei da minha liberdade, da habilidade de me expressar, e de ser o Iran acima de tudo, com meu jeito contraditório e pensante e percebi que perdi um pouco disso, não para maturidade mas para as dores de coração.

Sofrer não é fácil, mas ajuda a gente na hora de parar e escrever a tal resolução de ano novo. Acho que ela não deve ser pautada pelo que gostaria de alcançar palpavelmente como parar de fumar, perder kilinhos ou ganhar dinheiro e ser sim um apanhado do que valeu ou não no ano, de se perceber, de parar 5 minutos ou muitas horas para encontrar o que te fez feliz. Afinal, é bastante difícil ver os bons momentos em meio a desordem de um coração triste.

Espero amadurecer ainda mais, encontrar alguém para compartilhar esse amadurecimento e ser um pouco mais feliz. Sim, está na hora de admitir que preciso de alguém ao meu lado sem medo de que isso pareça uma fraqueza, isso é natural e me fazer de independente não ajudou até agora.

Portanto procura-se um namorado, sem desespero, sem recalque e sem pressa, se vier em 2012 bom, se não vier, bom também. No fim das contas só de admitir isso já vale como uma ótima resolução.

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