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Hoje foi um dia complexo, onde relembrei e experimentei emoções que ha tempos não sentia.

Começou com um almoço fantástico, cheio de pessoas queridas e interessantes, risadas sinceras e nenhum esforço para me sentir confortável, me senti adulto e em dado momento pensei: acho que é a primeira vez que não falei sobre outras pessoas, que relembrei histórias ou que estou fazendo um esquenta. É assim que os adultos socializam então?

Dai parti para a formatura de uma grande amiga da época de colégio, e de novo me percebi gente grande, as pessoas que cresceram comigo estão se formando e é delicioso perceber toda essa alegria e esperança de um ciclo concluído.

E por fim, fui a Balada Mixta, a última delas e me emocionei. Dia desses uma amiga me perguntou o porque sou tão apegado a festa e não soube dizer tão claramente, fiz meses atrás esse texto, que percebo agora, foi apenas ensejo de explicação.

Veja bem, a Mixta nasceu em um momento que eu comecei a descobrir São Paulo, que comecei a perceber que precisava ser eu 100%,  ali fui acolhido e retribui amando, simples assim.

A Mixta me ensinou que você pode ter amigos de balada e que não é porque eles não são seus amigos de todo dia significam que eles sejam falsos, simplesmente tem poucas coisas em comum. Na Mixta eu aprendi que você pode chegar para alguém e falar: “cara de verdade, admiro seu trabalho” e isso não quer dizer que você é i wanna be alguma coisa, você simplesmente admira que alguém tenha parado 1 hora da sua noite e pensado “o que faria essas pessoas dançarem e se divertirem?” ou simplesmente admira que tenha um gosto musical tão peculiar quanto o seu.

Na Mixta eu aprendi que educação e simpatia ganha de qualquer hype ou carteirada. Na Mixta eu fui livre.

A Mixta me trouxe momentos de muita risada, de muita amizade, de muita dor na coxa e de algumas lagrimas. Não sei explicar a delicia que era encontrar a Nathalia Takenobu sentada nas caixas de som dando aquela risada incrível, o Luiz Sonthachi pingando e tirando as fotos junto a outros amigos (e antigos amigos), de apanhar do Enrique Jimenez (sim, aconteceu mais de uma vez, mas depois ele só começou a ficar MUITO FELIZ a ponto de poder MORRER DE FELICIDADE)

Não sei contar da importância que tiveram os cigarros e sinceridades que compartilhei com o Pedro Beck, os momentos de descanso com a Alisson Gothz, a beleza e simpatia da Leka Perez (antes da sua própria festa concorrer com o dia da Mixta), as adivinhações dos look do João Zambom, Felipe Ávila e do Vinicius Grego e claro as aguardadas fotos do Fuba que nos primórdios da festa andava ranzinza clicando os animados.

E os Dj’s sets: perdi a conta de quantas vezes vi tocar os meninos (Beck, Dani e Pomada), idem com o  Bonde do Role, a Ginger Hot (que me aproximei e se mostrou uma das pessoas mais fofas do mundo) e tantos outros.

Levei muitíssimos amigos para a Mixta, alguns se tornaram fiéis a festa me acompanhando quase sempre, mas a Mixta ia além, lá eu poderia ir sozinho (como chegou a acontecer uma ou duas vezes) e eu sabia que encontraria tudo isso e principalmente alegria.

Fiz na Mixta muitos colegas, alguns amigos e arrisco dizer alguns melhores amigos. Não foi a boate a responsável mas a festa em sua essência acolhedora ajudou;

Ai como disse, hoje a festa acabou, e tá tudo bem, porque nevou em São Paulo, e por 2 ou 3 músicas eu só conseguia pensar nesse texto do Vitor Ângelo, me emocionar, e perceber que agora terei verdadeiramente um ano novo onde essa fase, que por um bom tempo vai ser definida como a fase da balada mixta finalmente se encerrou e abrirá caminho para outras coisas. Quem sabe não é a fase de mais  almoços fantásticos?

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