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Na correria do final do ano não consegui ler a coluna da @carolpatrocinio sobre sexo e relacionamento ai hoje ao chegar mais cedo na agência me vi clicando no link, de cara um texto sobre a música do Michel Teló. Li com atenção, e não concordei com o que foi escrito mas isso não me impediu de ler as mais antigas e me deparei com o documentário Poliamor:

Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.

É muito raro eu não concordar com a Carol e já perdi a conta de quantas conversas já tivemos sobre relacionamento, preconceitos, valores e família, e hoje tive mais uma vez que nem tudo é preto no branco. Não preciso concordar com tudo que o outro fala, mas respeito imensamente a opinião de alguém tão inteligente e integra quanto é a Carol e outros tantos amigos e sei que dali, daquela outra visão, algo de bom há de enriquecer meu repertório.

Ao falar do “ai se eu te pego” lembrei de um debate antigo, de 5, 6 anos atrás em que a patricinha Paris Hilton chamava carinhosamente sua então melhor amiga e colega de reality show Nicole Richie de vaca. Feministas e não feministas se chocaram, gritaram alto que se entre mulheres esse tratamento fosse usado permitiria que os homens fizesse o mesmo. Na época concordei imediatamente mas tempos depois me vi chamando amigas queridas de biscate por exemplo. Isso faz de mim misógino, machista?

Acho que palavras tem um poder imenso, mas não são elas que geram o desconforto e sim a entonação, a bagagem que carrega, então ao cantar “nossa, nossa, assim você me mata, ai se eu te pego, ai ai se eu te pego” Teló ou qualquer rapaz não está sendo ofensivo  ao meu ver, não está sendo permissivo, está apenas rimando e embalando passinhos. Assim como as preconceituosas antigas marchinhas de carnaval perderam seu peso e viraram lembranças saudosistas das festas de rua.

Entendo que cada um entende o mundo e as palavras de uma forma, mas me recuso a acreditar que todas tenham um peso tão grande, o problema está na cabeça das pessoas, em quem canta mal intencionado, em quem leva isso pra vida.

Ai temos o poliamor, documentário simples e até curto de mais para um tema tão profundo: os relacionamento poligamos. Foi a primeira vez que me deparei com o termo poliamor e como é lindo e real. Quantos de nós já nos vimos divididos entre amores, paixões e interesses. Aqui uma palavra tem o peso que deveria ter, aqui uma palavra merece respeito e deve ser levada a séria e pensada.

Agradeço imensamente a Carol por nos presentear com esse documentário, com sua coluna e com o seu carinho. Deixo aqui minha admiração pública e que 2012 traga muitos outras colunas e debates!