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Tenho certa idolatria pelo canal de Tv a cabo: Discovery Home and Health , acho que é por conta da programação composta de programas extremamente leves e banais de decoração, culinária e shows de horrores como “Eu não sabia que estava grávida” ou o maravilhoso “Pequenas Misses”.

Em meio a tudo isso, documentários relativamente bons sobre questão de gênero e comportamento surgem e vez ou outra acontece o cruzamento disso, como neste episódio de “Pequenas Misses”:

Se você teve a oportunidade de assistir o vídeo ótimo, se não , faço um breve resumo para que possamos debater: Brock de 7 anos é uma criança extremamente afeminada, que brinca de bonecas, gosta de musicais e danças, anda com o quadril mole, tem voz fina e se veste de Doroty nas festas de dia das bruxas. A mãe incentiva sua “personalidade” e permite a participação dele nos concursos de Miss.

Agora vamos lá: primeiro, a mãe neste caso se mostra uma figura extremamente carinhosa e acolhedora, mesmo não admitindo a homossexualidade do filho, chamando apenas de personalidade: o que não é um erro – Brock é uma criança, se gay ou não isso não importa – o que importa é que não tem nenhum dos seus anseios bloqueados.

No dia das crianças brinquei que faria um tumblr: CRIANÇA VIADA porque a maioria dos amigos gays já davam pinta do que se tornariam quando adultos nas suas fotos de comemoração. Hoje rimos imensamente, porem duvido que qualquer um de nós teve uma infância tão plena quanto a de Brock.

Obviamente existem pós e contras: infelizmente o mundo não está preparado para essas situações e é perceptível a carência de amigos e colegas por parte do rapazinho. Mas tenho certeza que com uma mãe tão fofa e segura vai acabar tudo certo.

É, a vida é assim, nos programas mais trashs do mundo você se percebe debatendo  questões tão complexas quanto essa. E fica aquela vontade de pegar o telefone, ligar para família Brock e dar os mais sinceros parabéns.