Etiquetas

, , , , , , , , , ,

Essa semana o Caio twittou sobre a entrevista da socialite Val Marchiori: os 140 caracteres se refreiam a preocupação que todos sentiaem como Valacumulara sua fortuna. Logo percebi que se tratava dos boatos acerca do seu trabalho como prostituta. Tenho alguns amigos jornalistas que afirmam que Val foi e ainda é prostituta o que nunca me fez diferença, não gosto é da persona fútil e maldosa que constitui pra si e que foi ao ar pelo programa Mulheres Ricas mas isso nada tem a ver com o fato da prostituição.

Pelos amigos jornalistas fiquei sabendo que a moça é também como se diz popularmente, uma tranbiqueira, o que pra mim faz diferença apenas quando relativo a questão dos impostos (único lugar em que a loira me prejudica), o resto dos truques, pena de quem caiu não é mesmo?

Vivemos em um país de prostituição de valores, onde os homens, predominantes no poder, roubam milhões dos cofres públicos e estamos preocupados com a trambiqueira porque foi prostituta, tudo errado.

A partir dai passei a relembrar todas as conversas que tive com as amigas feministas ( ou pôs feministas, ou simplesmente engajadas nas questões de gênero como você preferir) e soltei: nascer gay foi complicado, agora mulher deve ser pior ainda.

Das conversas que tive lembro de um dado assustador: para que exista uma equiparação de ensino entre homens e mulheres é necessário que nenhum homem seja alfabetizado por 50 anos, uma situação completamente irreal certo? Na mesma conversa outro dado que nunca me passou pela cabeça: nossa gramática é machista! Notem que quando falamos de um grupo devemos fazê-lo no masculino, conjugar verbos? A mesma coisa e assim vai. Mudaremos a gramática? Talvez. Eu pelo menos não encontrei nenhuma matéria referente ao tema, uma pena.

E nem falei da disparidade no mercado de trabalho e porcentagem de violência domestica, dois temas já sabido e com um pouco mais de espaço no inconsciente popular.

Fazendo uma comparação entre o homofônico e o machistas, as mulheres saem em clara desvantagem: eles são maioria e não são podados ou criticados. Não digo que um é pior que o outro, o sofrimento é o mesmo, inclusive dos que sofrem de preconceito racial ou religioso mas o que me assusta é como um problema tão antigo é ignorado por ter se tornado corriqueiro.

Mulheres, por isso e por muito mais vocês tem o meu eterno respeito e admiração e sei pela fortes figuras femininas que me cercam que isso vai mudar basta se trazer isso mais a tona.

Advertisements