Gosto de ter conhecidos.

Simples assim, com ponto final e tudo. Sou sociável, sinto necessidade de conversar, de dar risadas, de discutir, debater, de estar em grupo.

Porém em nenhum momento essa necessidade de ter conhecidos implica em querer ser reconhecido. Isso é conseqüência.

Quanto mais velho fui ficando e mais livre para poder ir onde quis, quando quis e com quem quis meus grupos de amigos se expandiram. As redes sociais me permitiram contato com figuras interessantes, que admiro e fico feliz que algumas delas se tornaram conhecidos, amigos, companheiros de trabalho etc. Mas de novo, esse nunca foi o objetivo da minha vida.

Mais do que as sub celebridades que passaram a dominar os tablóides por conta dos reality shows e do carnaval, temos o que chamo de celebridades de nicho: aquela pessoa que se destaca dentro de algum grupo social: seja a blogueira ou twitteira com milhares de seguidores, seja o DJ ou produtor que leva centenas de baladeiros para suas festas ou a jornalista de moda que dita as próximas tendências.

Dentre essas celebridades de nicho é possível perceber que algumas chegaram ali por reconhecimento do trabalho já outras conquistaram a posição pela necessidade de ser de alguma forma celebridade, mesmo que de um pequeno nicho.

Não tenho problema nenhum com essas pessoas que precisam do reconhecimento que comumente chamamos de hype. Acho interessante e admirável que a pessoa se considere tão bacana a ponto de querer ser uma formadora de opinião, eu mesmo nunca tive auto estima para isso.

Em outras palavras: não tenho problemas com o hype mas também não o vejo como um objetivo mas acaba acontecendo por conseqüência da minha sociabilidade, tenho pequenas vantagens como não pegar uma fila em festa de amigos, ir em um show fechado, assistir a um desfile menos e assim por diante, mas  isso acaba se tornando confuso.

Essa confusão é reforçada pelo que não tem caráter. Na necessidade de galgar algum status algumas pessoas fazem questão de dizer que você quer o mesmo e criar em suas cabeças e círculos sociais histórias a seu respeito. Uma pena, que tal ser amigo no lugar?

Conheci muita gente da moda, da social mídia, da noite e me sinto muito bem com eles, foram pequenas ou grandes surpresas e nunca vou deixar de prestigiar quem me importa por acharem que é interesse e faço questão de deixar isso claro aqui.

E para quem julga uma máxima que rege minha vida e de grande parte dos que conheço: meu hype em cash plis, porque no fim das contas ninguém ta aqui pra ser pauta de twitter fake, pra sair em foto em coluna social ou ser pago pra dar pinta em evento, a gente tá aqui pra juntar um dinheirinho, comer bem, beber o tanto de drink que quiser, comprar aquele look que chora de emoção ou fazer aquela viagem sonho de uma vida, tudo isso pode ser ganho no hype? Pode sim, mas prefiro que seja no salário mesmo🙂