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Eu uso meia calça. Também visto mine shorts, camiseta de gola V, regata de paetê e calça apertada.

Na minha wish list está uma saia e uma bolsa linda.

Eu corro pra ver o clip novo da Lady Gaga, sei quase todas as músicas da Britney, Rihanna , Madonna e todas as divas.

Sigo muitos gays no twitter, faço parte de grupos coloridos no facebook e entro no blog recheado de pajubás diariamente.

Eu tenho perfil no grindr, scruff, já tive no urso, manhunt e qualquer outro que aparecia.

Tenho amigos cabeleireiros, maquiadores, estilistas, cozinheiros, dançarinos e vendedores de lojas.

Eu transo com homens.

Eu tenho orgulho disso tudo, mas aparentemente deveria ter vergonha.

E sabe o que é mais triste? Perceber que quem se incomoda com tudo isso acima são os gays mais cultos, no sentido literal: com formação acadêmica, mais acesso a informação, cultura.

Se tornar um estereotipo pode ser uma forma de participar de um grupo e que bom que temos um esteriótipo gay, isso representa que temos pessoas que passaram pela mesma situação que a gente. Isso quer dizer que apesar do que a maioria das pessoas afirmam não estamos fazendo nada errado.

Hoje foi dia da parada Gay de São Paulo e foram pouquíssimos os comentários positivos. Não fui, não tenho mais paciência para muita gente junta, para muito barulho, para falta de banheiro e transito. Mas tem quem goste e nenhum de nós deveria criticar o comportamento exagerado dos participantes, o Brasil não é só bunda, samba e fio dental mas isso nunca impediu nossos clássicos desfiles de carnaval não é mesmo?

Ser gay não é só álcool, drogas e sexo, não é só purpurina, rosa e bandeira colorida mas é também isso. Se uma parte da parada gay for tudo isso, aceitemos.

Infelizmente não conseguimos sanar o problema básico do preconceito na sociedade atual que é igualdade entre homem – mulher que se desmembra para questões raciais, religiosas e de gênero mas isso é assunto para um outro post e o importante aqui é reforçar:

Gays, não temamos sermos estereótipos. Não sejamos apenas isso obviamente mas evitemos ao máximo o julgamento que de certa forma impedem a liberdade e igualdade que lutamos todos para conquistar.