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Dois anos atrás não fazia ideia de quem era ou o que queria pra minha vida e próximo a me formar na faculdade me deparei com uma rara oportunidade: o nascimento de uma empresa, no caso a Remix Social Ideas, criada cerca de um ano antes pela Ana Laura Melo e pela Lalai Luna – o conceito: uma agência dedicada 100% a produção de conteúdo e ideias para social mídia, sempre atrelado a relacionamento com influenciadores e público.

Fui contratado após um freela de final de semana na Bienal do livro e na época dividíamos espaço com uma outra agência de onde guardei boas lembranças e grandes amigas – em seguida por um curto tempo migramos para o apartamento da Lalai e seguida pela caótica e incrível  Cartel 011 ate que nossa residência oficial em uma charmosissima casa de vila na Alameda Tiête ficasse pronta.

Como em toda casa tivemos problemas que foram de pequenas enchentes a falta de internet, as mais desesperadoras e engraçadas lembranças que tenho. Até então éramos 6 (isso não foi um trocadilho) e assim permanecemos por alguns meses até uma deliciosa explosão demográfica – com uma casa em ordem e jobs de reponsa alguns amigos passaram freelando, como temporários ou apenas nos visitando.

A partir dai foi só crescimento: iniciou- se algo que considero um casamento, com intimidade, alegrias e preocupações – nossa realidade de pequena empresa foi se extinguindo e a responsabilidade e equipe aumentando: por um ano e meio passei por momentos memoráveis e conheci pessoas incríveis enquanto a admiração pela Ana e pela Lalai só cresceu.

Sempre mantive evidente minha opinião acerca do mercado que atuamos, buscando através do meu trabalho agregar algo a quem acho que merece: o público e não existe lugar tão profissional e ético quanto a Remix nesse sentido – muito pela postura das sócias: um equilíbrio entre o relacionamento com influenciadores, a produção de um conteúdo de qualidade seja na seriedade e profundidade de um produto institucional ao divertido e compartilhavel conteúdo popular. Em uma área tão nova é quase impossível não se render a obviedade dos números fáceis e esquecer que o que importa na social mídia é o bom e velho relacionamento, COM TODOS.

Nunca em dois anos vi uma marca cair na punhetagem característica do meio – ali tudo é genuíno e a busca pela criatividade um lema, e só tenho a me orgulhar de ter feito parte disso.

Mas chega uma fase em que se precisa de um respiro – a liberdade e a confiança ultrapassa o conforto e vira comodismo e nesse momento tomei a decisão mais difícil da minha vida: pedi demissão – nenhum termo vai fazer jus ao ocorrido, uma conversa cheia de nós na garganta e tristeza mas muito amor.

Nada que coloquei aqui esta próximo de descrever o amor que senti nesses dois anos, o tanto que cresci, aprendi, que me senti aceito, respeitado. Encontrei na Ana e na Lalai duas amigas que levo pra sempre assim como aquela que foi minha equipe, minhas crianças.

A lista é longa mas faço questão de nominar um a um: gente que te acrescenta e que se ama deve ser agradecido, por isso meu muito obrigado, Ana, Lalai, Ola, Enrique Jimenez, Débora Cassolatto, Vivi Maclean, Vânia , Kenia, Flávia Lacerda, Gabriel Louback, Pedro Jansen, Sabrina Menis, Fernanda Heinz, Bruno Frika, Carol Patrocínio, Hector Lima, Alexandre Feitosa, Danilo Miranda, Júlia Graziato, Sandro Accariès, Rafael Venturelli, Flávia Nestrovsk, Luis Felipe Roseven, Sarah Dauer, Fernanda Bondioli, Luiza Noce, Nicollas Rudiner, Ludmila Maia, Marina Bonafé, Giuseppe Giuliano,  Dona Sarah, Adriana e claro, minha inseparável japonesa Juliana Kataoka que junto ao Enrique e a Júlia (que eu já conhecia) se tornou parte de mim e sabe o que quero dizer por apenas um olhar.

Vocês foram, são e serão a Remix por muito tempo e me ensinaram o que é ser adulto e me orgulhar do trabalho.

Me despeço da Remix com um brevíssimo “até logo”, afinal nunca se diz adeus a uma família, muito menos aquela conquistada.

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