Fiz nos últimos 20 dias minha primeira viagem para Europa, um roteiro semi clássico composto por Barcelona, Madri, Paris, Londres e Berlim, digo semi pois não conheci Amsterdã e sim Berlim algo relativamente atípico para viajantes.

O engraçado é que durante os preparativos da viagem amigos e conhecidos apitavam qual a cidade que eu mais gostaria e muitos tinham certeza de que eu voltaria para o Brasil com uma necessidade de mudança imediata para um dos destinos. Ledo engano.

Amei cada minuto da viagem, conheci lugares que sonhava e me emocionei tantas outras vezes, Paris minha paixão até então platônica se tornou um caso real e Berlim, bom, Berlim foi descobrir o amor verdadeiro, onde quero residir por pelo menos um ano inclusive, mas não agora, não já e não pra sempre, mudaria por amor mesmo, assim como quero passar o próximo ano no Rio de Janeiro.

E com essa viagem pela Europa tive uma perspectiva inédita, uma admiração e brasilidade não esperada. Percebi o quão forte sempre foi meu sentimento de colonizado, o comodismo em relação ao Brasil e a já conhecida síndrome de vira lata.

Foram poucos dias mas o suficiente para sentir falta do sorriso brasileiro, da lingua (que notei ser tão bonita quanto o invejado francês), da alegria e espontaneidade tropical.

Descobri hábitos deliciosos como o aproveitamento intenso dos espaços públicos: praças, parques, ruelas, todas usadas e abusadas, a experiência de transportes públicos de qualidade, que chegam em todos os cantos da cidade e uma produção cultural opulenta, mas posso agora afirmar que não estamos tão distantes desses hábitos e serviços considerados “perfeitos”.

Meu conhecimento de Brasil é tão superficial quanto dos países por qual passei, visitei apenas 5 dos nossos 27 estados (ok, 26 e 1 distrito federal), uma matemática ridícula que com certeza será revertida nos próximos anos; tenho plena consciência das nossas falhas e que ao fazer comparativos de serviços de transporte e cultura me limito ao eixo RJ-SP mas sei que nosso território tem muito a oferecer.

Fui, amei mas amei muito mais perceber a beleza e principalmente o novo fôlego que ganhei para lutar por mudanças e melhoras que acredito podemos ter.

É, todos estavam certo, eu precisava dessa viagem para encontrar o que me faltava e não consigo descrever o quão delicioso que tenha vindo pintado de verde e amarelo.

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