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Conheço poucos lugares no mundo, porém mais do que esperava conhecer aos 23 anos. Herdei dos meus pais o gosto por viagens, hábito que com o passar dos anos e a melhora da condição financeira pôde ser mais desfrutado.

Sempre sonhei com Paris, acredito que pelo cinema, uma das fortes paixões da adolescência: dentre meus filmes prediletos até hoje estão: Moulin Rouge, Antes do amanhecer (e consequentemente Antes do pôr do sol), A bela Junie, O fabuloso destino de Amélie Poulain e por fim Meia-noite em Paris, esse mais recente que assisti já adulto.

E como num acaso do destino no ultimo ano ganhei uma viagem para Paris que tanto sonhei como premio pelos meus serviços prestados a Remix, agência que trabalhei até pouco tempo e foi tudo que esperei e um pouco mais.

Passei na cidade 7 deliciosos dias a pouco mais de um mês mas só agora após rever O fabuloso destino de Amélie Poulain que tive vontade de transcrever a viagem e só agora entendo porque minhas expectativas foram atendidas: consegui particamente visitar 100% das locações do filme tornando assim a Paris de Amélie a minha Paris.

Notei revendo o filme que não existe Torre Eiffel, Arco do Triunfo ou Louvre: Amélie vive sua linda fábula em Montmartre, bairro bohemio da cidade e um dos meus lugares preferidos da cidade.

Se você planeja conhecer, o ponto inicial da visita não pode ser outro que não a linda Basilica de Sacré Couer:

Basilica de Sacré Couer

Para chegar lá basta ir de metro até a estação Anvers e subir as vielas até o local, um bonde que chamam de fuinicular faz o trajeto mas nessa você perde pencas de lojinhas e padariazinhas fofissimas, sem contar as pichações mais incriveis tipicas de Paris. Caso tenha pique vale subir os 234 degraus até a cupula mas para isso tem que desembolsar 5 euros.

Carrosel de Montmartre

No parque que contorna a básilica é possivel encontrar crianças brincando, sorvete sendo vendido, e é nele que fica também o carrosel que dá origem as setas azul desenhadas por Amélie para devolução no tesouro do amado. O barulho é infernal mas nem isso e nem a quantidade louca de turistas tira a beleza do charmoso carrosel.

Hora ou outras as referencias se cruzam, principalmente na Bd de Clincy, larga avenida que sedia sex shops variados (inclusive onde o amado de Amélie trabalha) e o icônico Moulin Rouge:

Moulin Rouge

O Moulin Rouge funciona também a noite e segue com seus espetaculos de cancan porém devido ao filme dizem que o valor inflacionado do jantar + apresentação não vale mais a pena. A própria faixada deixa a desejar, mas como fui preparado amei do mesmo jeito.

Se o tempo estiver bom não deixe de caminhar pelo seguinte trajeto: R Caulaincourt, R. Lamark, R Lepic , R des Abbesses chegando enfim a R. d’Orsel onde estará próximo ao metrô Anvers: ao riscar no mapa este roteiro vai notar que é praticamente um S (e cheio de ladeirinhas, algo quase inexistente em Paris, então nem é um grande esforço) A graça do roteiro é conhecer uma Montmartre dos passeios de moto de Amélie, de pequenas docerias, escolas, papelarias, atelies e cia algo que parte dos turistas deixa passar na pressa. Uma parte do bairro inclusive lembra o Bom – Retiro paulistano com inumeras lojas de tecido.

R. Lamarck e suas lindas lojinhas

Presente do amigo Domingos que me acompanhou quase todos os dias pela cidade foi conhecer o canal de St Martin, que aos domingos de sol ganha ares de festa pública com turistas e principalmente locais se divertindo a beira das águas.

Canal de St Martin com direito a intervenção urbana Space Invaders

O canal ficou extremamente popular exatamente após o filme, é nele que Amélie joga suas pedrinhas recolhidas durante todo o longa e para chegar até ele basta descer na estação République do metrô

Eu turistando no Canal de St Martin

Seguindo por todo o canal você chegará ao amplo Canal de l’Ourcq que sedia um dos mais fofos cinemas da cidade (cada lado do canal tem uma unidade) e tem se revitalizado nos ultimos 20 anos: bairro composto de moradias populares ganhau ares de lugar cool e jovem principalmente nos ultimos 5 anos.

Canal de l’Ourcq

Se estiver por lá aos fins de semana (principalmente, mas pode visitar de seg a sex) não deixe de ir ao Parc Des Buttes – Chaumont,  espaço que abrigava uma antiga pedreira e hoje permite pic nics e a visita a uma linda cachoeira no meio da cidade. Fica na Rue Manin e Rue Botzaris.

Para finalizar, caso sobre um tempo siga pela R La Fayette e vá até a Gare du Nord, uma das locações mais usadas no filme. Do caso contrário os trens de Paris saem de estações belissimas então independente de qual visitar já estará valendo.

Um outro roteiro alternativo que realizei foi o da geração perdida, artistas que moraram em Paris na década de 20, entre eles Hemingway, Fitzgerald, Picasso, e que ganharam as telas no filme Meia-noite em Paris de Woddy Allen, composto principalmente por Saint – Germain, Jardins de Luxembourg, Montparnasse e Sorbonne. Este roteiro só foi possivel graças ao guia E foram todos para Paris do Sérgio Augusto, que recomendo muito, está lindamente escrito e atualizado.

Amei Paris por infindaveis motivos, mas tenho certeza que ter realizado esses dois roteiros fizeram dela uma das cidades mais inesqueciveis e emotivas da minha vida e espero que possa também te guiar 🙂

 

 

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