– Oi moço, vou ali na Alameda Tiête.

– Opa pode deixar, como o sr chama?

– Iran e o Sr?

– Ademar.

– Opa tudo bom seu Ademar? Oh pode ir ali pela Pamplona, pega a Jáu e fico na Consolação com a Tiête tudo bem?

– Opa, cliente sempre manda aqui.

– Hahahaha que bom.

– E o senhor vai pra casa?

– Vou não seu Ademar, é um bar como pessoal que eu trabalhava.

– Olha que beleza, e não trabalha mais porque ?

– Ah, longa historia, mas a real é que quero mudar de vida, amo são Paulo mas acho que preciso dar um tempo da cidade.

– Jura, mas porque, cidade boa, grande.

– Grande de mais seu Ademar, faz a gente se perder, sabe, me formei, queria construir coisas, ter qualidade de vida, tentar ajudar um pouco o mundo.

– É isso é difícil mesmo.

– É, não quis dirigir, nem tirei carta, aqui é tudo na base do transporte publico e taxi e só o tempo que perco neles podia ser voluntário em algum lugar.

– Nossa difícil passageiro que percebe isso né? E quer ir pra onde?

– Ah seu Ademar, conheci tanto lugar esse ano, mas viu, to entre quatro cidade: Rio, Bh, Brasilia e Belem do Pára. Amei Belem Sr acredita?

– Nossa senhora, mas lá é longe, e a família?

– Ah Familia fica, visita, bom a distancia pra dar saudade, pra fazer a gente dar valor.

– Olha Sr Iran, assim pensando tá muito certo o senhor, paro aqui na Consolação mesmo?

– Isso, aqui na padaria, vou ali naquele boteco, é ótimo por sinal viu.

– Opa, 17 reais.

– Pode ficar com o troco

– Agradecido seu Iran, e boa sorte na continuação da vida.

– Brigado Sr Ademar, o senhor também.

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