Em entrevista ao colunista Bruno Astuto a cantora paraense Joelma, reafirmou sua posição contrária a homossexuais, veja bem, não estamos falando sobre casamento e sim a figura do homossexual.

Sempre gostei da Joelma, sempre gostei da banda Calypso, já falei sobre o gênero neste post mas em setembro de 2012 resolvi que não mais ouviria o som da cantora ou faria qualquer menção ao seu trabalho, o motivo: um vídeo em que ela aconselhava o fã a “deixar” de ser gay, o caso foi nota na folha, mas sem o tom sensacionalista de Bruno Astuto e sem a visibilidade que a causa gay vem tendo em função do pastor Marco Feliciano passou batido.

Foi só com esse vídeo que descobri o lado evangélico da cantora, o que não seria problema, afinal, quantas figuras que admiramos tem alguma crença? O problema de Joelma é o que chamamos de fundamentalismo evangélico.

Curiosamente a vocalista do Calypso esquece outros dogmas fundamentalistas como o uso obrigatório da saia, o não uso de maquiagens ou corte de cabelo, a não exposição do corpo e muitas outras minucias, de corpo desnudo e rebolado caliente se foca no que não lhe atinge.

Mas isso não é apenas uma discordância em relação a Joelma, é também um alerta aos “engajados”, o comediante Rafinha Bastos em um único tweet transcreveu o que muitos falaram:

O país tá chocado com as idéias da vocalista da banda Calypso? É isso mesmo?

Esse tweet é de um perigo absurdo, esse tweet representa o porque estamos aqui, com um líderes políticos evangélicos extremistas, esse tweet é o retrato de uma classe média que vive na sua bolha e esquece que tem um Brasil inteiro no seu entorno.

A Banda Calypso contabiliza hoje 14 milhões de discos vendidos,mesma quantidade da “renomada” cantora Ivete Sangalo e lembrem-se que o orgulho da banda paraense foi ter feito sucesso através da pirataria, ou seja: grandes chances de Joelma contabilizar um numero muito maior de vendas do que a global Ivete se levarmos em conta a venda ilegal de discos.

Continuando a comparação entre Joelma e Ivete falemos em fãs, a comunidade gay é extremamente apegada aos seus ídolos. em especial, suas divas. Ivete mais de uma vez já disse ter fãs alucinados, que em parte vivem para ela, agora imaginem aquele menino gay do Pará, aquela menina lésbica do nordeste, aquele adolescente bissexual do interior que cresceu ouvindo a banda, em parte porque gostava, em parte pelos pais que ouviam. Imaginem como eles se sentiram ao ouvir que tem uma doença e que podem ser curados, e ouvido isso de alguém que é referencia para eles.

Joelma não me representa, mas tenho certeza que representa muita gente, para o bem, como uma figura que veio do nada e fez sucesso, tem uma carreira sólida, que é um ícone, ou para o mal, como uma ignorante fundamentalista religiosa, e todos nós deveríamos notar isso.