Essa expressão sempre me marcou e de certa forma sempre concordei, minha relação com dinheiro é complexa, como acredito, seja a de todo mundo.

Com o passar dos anos percebi que quero sim dinheiro, mas não o suficiente fazer o que for preciso ganha-lo. Minha moral e ética se fortaleceram, minha militância tomou corpo e principalmente a minha relação com o trabalho se mostrou fora dos padrões.

Tenho apenas 24 anos e estou encarando minha 5ª profissão, tais mudanças me permitiram conhecer mundos incríveis, viver coisas fodas e principalmente me fez ser eu mesmo.

Durante a adolescência e pós adolescência me peguei temeroso muitas vezes, vindo de uma família tradicional, com parentes que passaram a vida em uma única corporação e entendi desde cedo que eu não caberia naquela estrutura.

Precisava, portanto encontrar uma profissão, A profissão, aquela que iria me fazer feliz, bem sucedido e claro, rico. Ledo engano, não encontrei uma, mas cinco profissões que amo mesmo nenhuma delas dando dinheiro.

Poderia me conformar, poderia inclusive aceitar a máxima do “pra que dinheiro, pra ser o defunto mais rico do cemitério?” e ir levando a vida. Mas ai eu não seria eu.

Eu, Iran, quero viver intensamente essas cinco e as próximas cinco profissões (e as tantas outras que posso ter), mesmo que tome 10, 12 horas do meu dia, desde que me de prazer, e quero que a união delas me de dinheiro para que eu possa ter não só mil profissões, como mil obras de artes, mil carimbos no passaporte, mil projetos incríveis que mudem o mundo, para que eu tenha mil tudo.

Mas Iran, “quem muito quer nada tem”, bobagem, eu sei o suficiente para ser bom em tudo que eu faço, não ótimo, não um “especialista” mas amo isso, porque no fim das contas pra que? Para ser o especialista mais sabido do cemitério?

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