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Depois do turbilhão de emoções que foi o ano passado minha única expectativa era: ” Se 2013 me trouxer 50% do que 2012 me trouxe de bom já estou bem feliz” e posso afirmar agora, fazendo aquela reflexão anual, que ele foi muito melhor que o esperado.

Comecei o ano perdido, mais do que nunca sem saber o que fazer, então me dediquei a escrever. Fiz posts e mais posts com guias de viagens realizadas em 2012: Brasília , Rio de Janeiro e Belém do Pará. Terras cariocas visitei mais outras duas vezes, com a promessa de se possível não passar mais de quatro meses longe (algo que pretendo cumprir em 2014) e revisitei também Curitiba, cidade que amo apesar a frieza dos moradores da cidade. De novo só Natal, que me encantou com a simplicidade e clima de interior.

Vivendo de freelas e com muito tempo ocioso comecei a pensar em alguns projetos, o primeiro deles que foi ao ar, o tumblr Tem Que Saber Até o Carnaval (que volta já já), reforçou o meu amor pela data: comecei a ir para blocos em meados de janeiro e terminei apenas em abril. Foi em um deles que me casei com a Carol Caixeta, amiga e parceira para toda hora.

Meu casamento Março veio com tudo: surgiu o Coletivo Cordel, meu projeto carinho dedicado à brasilidades que está paradinho só esperando um pouco de atenção (de 2014 também não passa) e o primeiro casamento do ano: Teté e do Felipe, coisa linda de ver. Mais pra frente fui ainda padrinho da Shau e do Jonny e me emocionei como nunca com a Preta e o Yellow. Infelizmente não estive presente, mas acompanhei passo a passo a união do Ola com a Lalai e da Ale com o Cleber. Que delicia ver tanta gente feliz, tanto casal selando amor.

Foi nesse mês também que a Lu Franca e a Bia Sant’anna me deram uma incrível oportunidade: integrar a equipe do Portal iG. Como praticamente tudo na vida tive sorte e de repente, me vi repórter exclusivamente do iGay, o recém inaugurado canal de conteúdo LGBT do portal, comandado com maestria pelo Ricardo Donisete, que me ensinou muito mais do que eu poderia esperar.

Nesse meio tempo comecei a namorar e na mesma rapidez terminei – não era pra ser. Comecei também a escrever uma coluna com a Carol no Boatismo, dos admiráveis Thiago Frias e Bianca Pattoli, chamada “Discovery Boatismo” que propunha desbravar todo tipo de boate, foram apenas sete porque de novo o tempo venceu, mas 2014 tai pra voltar com o que é bom.

Em junho, com a chegada do dia dos namorados surgiu uma vontade: juntar amigos queridos que não tinham um par, usei a fórmula do Catho Iran, grupo em que posto vagas de trabalho (que já ajudou uma galera a arranjar emprego) e criei o Date Iran, para reunir casais. Que sucesso gente, que sucesso! Em uma semana conheci pessoas maravilhosas, em meses uni incontáveis casais e falei um pouquinho sobre a emoção de se jogar para a vida aqui. Do grupo surgiu a festa, que teve lindas cinco edições no Bar Volt, incluindo uma com speed date.

date

É impensável eu falar do Date sem citar o Michell Lott, que apesar de não fazer parte do grupo foi o responsável por todas as artes e depois viria a fazer parte de um outro projeto. Hipertalentoso, o Michell é talvez a pessoa que eu mais elogiei durante o ano.

Foi em junho também que fui pra rua, fomos na verdade: diante da barbárie cometida pela Polícia Militar nas primeiras manifestações pela diminuição da tarifa de ônibus me reuni com o Pedro Jansen e criamos o Mobilizados, um grupo de apoio aos manifestantes. Não tenho como incluir aqui todos que se uniram a nós e foram absurdamente incríveis por acreditar naquilo que estávamos fazendo mas tenho que agradecer especialmente ao Jansen, que posso dizer, se tornou ali, meu irmão de coração.

Depois de quase uma quinzena de noites sem dormir, quase ser preso e gritar muito, as manifestações tomaram outro rumo, e retornei então à minha militância pelos direitos humanos e feminismo, algo que luto diariamente. Acredito em quem está na rua e sempre que possível estarei, mas foi preciso parar e olhar onde posso ajudar mais, e tenho certeza que de onde estou posso fazer muito.

20A partir da necessidade em falar sobre sexo, igualdade, padrões estéticos e muito mais, em julho tirei a roupa, sim, fiquei nu para o Nenhuma Nudez Será Castigada. Inicialmente meu, o projeto se tornou também do Michell Lott (que fez os primeiros ensaios), da Thabata Guerra (também fotografa, modelo e entusiasta) e da Juliana Kataoka (maquiadora oficial). Não tenho como agradecer a Thabata e a Kataoka pelo companheirismo, trabalho duro e incontáveis horas de conversas e risadas.

De novo muito mais gente mergulhou na ideia e o projeto segue em construção: foram 22 ensaios fotográficos e 15 textos. No total queremos somar 40 ensaios e 40 textos que integrarão a exposição, o livro e o Tumblr.

No dia do meu próprio ensaio acabei também fazendo parte do lindo projeto “Primeiro Inventário de Pessoas e Guia de Serviços“,da absurda Julia Rodrigues, também do jeito que vim ao mundo:

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O mês, assim como agosto e setembro foi praticamente dedicado ao Nenhuma Nudez Será Castigada e ao meu trabalho no iGay. Porém me trouxe também uma novidade: o Luiz Romano, um cara especial pra caralho que surgiu em meio ao Date Iran e só foi ocupando mais espaço no meu coração. Oficialmente estamos namorando desde 01 de outubro mas nosso primeiro encontro foi no dia 06 de julho na presença de Carol ❤

Em setembro rolou a 2ª Edição do Bazar Lá de Casa, lá no Estudio MOP 300, que também foi espaço para sessões do Nenhuma Nudez. O dono é o lord Raphael Prats, amigo desde o colégio, continua me apoiando sempre que possível apesar das nossas vidas terem seguindo rumos completamente diferentes. Foi também o mês que me mudei e sai da casa dos meus pais: uma experiencia libertadora e saudável que tem me trazido muita felicidade (mesmo que com certos temores pela violência da cidade).

Para outubro me dei de presente uma nova edição do Criança Viada, Tumblr que eu amo e que com certeza vai ter espaço de novo em 2014, afinal ele rende risadas para um ano todo. Criei também o Iran Reader, onde disponibilizo meus livros para quem quiser (ainda estou alinhando a logística mas quero fazer super rolar).

Novembro, um mês enlouquecedor no trabalho me deixou ainda mais próximo dos amigos de firma, em especial da Clarissa Passos e da Natália Eiras, duas das figuras mais geniais que conheci na vida; E que delicia acordar todo dia e saber que vai encarar horas de risadas, stress e ter conversas interessantes (que vão das mais idiotas às mais inteligentes).

Não menos importantes nesse ano e sempre, a família que escolhi conta, além de todo mundo que povoa este post, os maravilhosos: Elias Bastos, Vinicius Ferreira, Alcides de Lima, Thais Orlandi, Carol Patrocinio, Fergs Heinz, Tatiana Cancoro e Sofia Iwatani. 

Dezembro ainda tai em aberto. Vamos ver o que o mês derradeiro me reserva, mas posso já afirmar: 2013 foi um bom ano e espero de verdade que 2014 venha para fechar esse ciclo de projetos e alegrias começado em 2012 e permita dar um pontapé para novas coisas.

Vale lembrar que além de um agradecimento a todos que fazem da minha vida algo positivo, esse post é também um exercício para tentar ao máximo guardar o que de bom aconteceu e deixar pra traz o que não era pra ser.

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