Não sou contra a militância nas redes sociais, não sou contra ter uma opinião, não sou contra saudáveis debates, mas percebo que faço parte de uma militância acomodada e preguiçosa, que se preocupa mais em gritar para os pares do que mudar efetivamente algo.

Digo isso em especial me referindo aos amigos comunicologos, publicitários, redatores, relações públicas e jornalistas que estão ali, cotidianamente criticando grandes indústrias, veículos de comunicação e o governo, mas que não avançam.

Tenho pra mim que todos temos o poder de melhorar o mundo, e esse processo começa quando nós mesmos mudamos e tentamos, mesmo que timidamente, mudar o nosso entorno.

Tento diariamente criar relações que permitem trocas, aprendizado e crescimento mas, confesso que tenho uma tendência a cagar regras e ser muito enfático em minhas opiniões, muitas vezes consideradas extremas. Em contraponto, acredito no que digo e tenho consciência da minha certeza, e isso é importante, sou extremo mas aberto ao dialogo, por independente da replica (algumas vezes mais, outras menos.

E com essa percepção avanço, a passos lentíssimos. Avanço criando projetos contra o que me incomoda, avanço debatendo com que importa, avanço trabalhando diariamente em algo que acredito.

Isso não faz de mim alguém especial, ser proativo não deveria ser uma qualidade, deveria ser uma característica da nossa sociedade.

Temos que finalmente olhar o erro, pensar, e mudar. Por isso meu apelo aos comunicologos: por favor, façamos valer nossas vozes, lutemos para que os veículos, as agencias, os clientes faça o certo. Sei que na maioria das vezes o problema é muito maior, mas não concorda que ele tem que começar a ser solucionado de algum lugar?

Continuemos reclamando sim, mas com um foco: reclamamos de algo? Ok, o que posso fazer para ajudar?

É um esforço diário, que é exaustivo, mas quanto mais forem os que tentam, mais serão os que conseguem. Não nos esqueçamos disso e paremos de no fim das contas, falar para nós mesmos e falemos para o mundo, um mundo que queremos que seja melhor.